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Segunda Feira, 20 de Setembro de 2021
Andrelândia - Notícias
04/08/2021 21h21

Andrelândia - Um anjo ecoa sua voz, sua delicadeza em palavra, gesto e poesia

Lançamento de Livro da Escritora Cleusa Odete


Imagine-se num dia triste, e de repente você se depara com uma pessoa bem pequena, delicada, ela olha profundamente em seus olhos, e te faz voltar-se pra dentro com seus encontros poéticos, com lugares até então esquecidos. Assim é a presença visceral da escritora Cleusa Odete, que lançou um sonho no dia 31 de Julho na Estação Cultural de Andrelândia, seu primeiro livro de poemas, intitulado “A voz dos anjos”, que trata de suas alegrias, tristezas, idas e vindas no tempo.

Sua história é atravessada por muitas dificuldades. Nasceu em Andrelândia e desde muito cedo trabalhou como babá, foi para São Paulo e lá sofreu um grave acidente, que lhe deixou sequelas físicas e emocionais, mas a poesia resistiu, trouxe as palavras como forma de resiliência para a vida. Um corpo vibrante, que ao contrário de sofrer, trazer ainda mais dor, resolveu doar poemas ao mundo, transformando a dor em poesia.

Cleusa é bastante conhecida em Andrelândia por doar quadros com seus poemas para as pessoas, colocando um pedacinho de esperança em nossas casas. Sua obra foi feita com a colaboração de amigos e parceiros, ela se dedicou fortemente a esse livro, adiando inclusive o sonho de construir a própria casa, mas sabendo que fez um novo habitar do mundo, um habitar poético. Uma mulher que representa a força da palavra, a força da esperança e da fé.

Como a própria autora afirma em seu livro, “somos feitos de riso e dor”, mas estamos em constante transformação no turbilhão da vida e cabe a nós buscar harmonia e amor, buscar a lucidez nos dias perdidos. Assim, esperamos que Cleusa Odete seja uma engrenagem motivadora para nossos tempos, é preciso acreditarmos na voz dos anjos, acreditarmos na potência da singeleza, da humanidade, da poesia e da insistência na arte, na força da arte como superadora de quaisquer limitações.

Obrigado Cleusa por nos fazer acreditar nessa resiliência. Obrigado pelas reflexões de tempos longínquos, por nos fazer voltar à delicadeza da infância, por nos fazer repensar esse eterno agora, por nos fazer mais humanos, entendendo nossas saudades e cuidando afetivamente uns dos outros, nos preparando para um amanhecer de nós, pois como afirma em seu poema saudade “o hoje é o amanhã, e o amanhã não voltará jamais”.

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