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Ciência e Tecnologia
18/10/2012 16h15

Ciência e Tecnologia O cérebro não é hardware nem software: é wetware

O cérebro não é hardware nem software: é wetware

À medida que avançamos no entendimento sobre o funcionamento de nosso cérebro, também mudam as metáforas que empregamos para aplicar novas referências próprias. O biólogo de Harvard Richard Lewontin referiu-se ironicamente a esta evolução com estas palavras:

 "Em um dia o cérebro foi uma central telefônica, logo um holograma, logo um computador digital elementar, logo um computador de processamento paralelo e agora é um computador de processamento distribuído".

À medida que penetramos no cérebro, descobrimos que não funciona como se estivesse dotado de cabos e racks, nem também com simples códigos binários de computador. Porque o cérebro não é software e nem é hardware. É wetware. É uma selva darwiniana, tal e qual descreveu o Nobel de Biologia Gerald Edelman: conjuntos de neurônios que competem uns com outros pelo predomínio à hora de responder aos estímulos do meio.

   "O cérebro não é, de modo algum, uma máquina que recebe instruções, como um computador. O cérebro da cada ser individual é mais como uma selva tropical onde abundam o crescimento, a decadência, a competição, a diversidade e a seleção."

O cérebro é um ecossistema que transforma continuamente a si mesmo, respondendo à mudança do meio, por isso há casos de pessoas que mesmo após uma acidente que causa a extirpação do hemisfério direito do cérebro, continuam sua vida com relativa normalidade, como o caso de Christina Santhouse, estudante da Pensilvânia, que inclusive se formou com honras no colégio e foi à universidade: seu hemisfério esquerdo foi capaz de assumir todo o trabalho.

Thomas Armstrong dá outro exemplo em seu livro The Power of Neurodiversity:

   "Existe uma forma de demência que destrói as áreas anteriores (da parte frontal) do cérebro, e os pacientes com este transtorno perdem a capacidade de falar; no entanto, as áreas posteriores de cérebro são capazes de funcionar com uma maior capacidade para compensar, provocando às vezes uma torrente de criatividade na arte ou na música."







Fonte: Negócio Digital

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