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Economia
04/06/2020 18h00

Após duas sessões de forte recuo, taxas fecham entre estabilidade e leve alta

Após duas sessões de forte recuo nas taxas, o mercado de juros ensaiou uma realização de lucros nesta quinta-feira, 4, aproveitando o noticiário mais fraco e a agenda local de indicadores esvaziada e, ainda, na esteira da leve piora no câmbio. As taxas passaram o dia em leve alta, mas, no fim da sessão regular, as curtas já estavam nos ajustes de ontem.

O ajuste foi limitado pela manutenção da trégua no cenário político, da perspectiva positiva sobre a reabertura das economias e ambiente de liquidez farta, endossado hoje pelo anúncio do pacote de estímulos do Banco Central Europeu (BCE). Nos vencimentos curtos, a realização também não teve força para avançar, dados os sinais de que há espaço para corte de 0,75 ponto porcentual na Selic em junho e para mais 0,25 ponto em agosto, reforçados por declarações do diretor de Política Econômica do Banco Central, Fábio Kanczuk.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 encerrou a 3,01% (mínima), de 3,00% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 passou de 5,662% para 5,71%. O DI para janeiro de 2027 terminou com taxa de 6,71%, ante 6,642% ontem.

Para o estrategista de Mercados da Harrison Investimentos, Renan Sujii, como as taxas recuaram muito esta semana, em meio a indicadores econômicos fracos e ambiente "interessante para a Selic cair", é natural haver alguma acomodação. "Mas falta um catalisador negativo para uma correção firme", disse.

Ele observa que, nos últimos dias e ontem, com endosso da mensagem de Kanczuk, no curtíssimo prazo, o DI para janeiro de 2021 foi para baixo de 2,25%, mostrando que o mercado vê margem para mais cortes da Selic depois de junho além dos 0,75 ponto. Este vencimento fechou hoje com taxa de 2,175%. Kanczuk, em evento da Brazilian American Chamber of Commerce, indicou que não vê 2,25% como "algo fixo" e que "não podemos cruzar", nem como "lower bound".

No quadro de apostas para a decisão do Copom em junho, a precificação mostra 60% de chance de corte de 0,75 ponto e 40% de chance de corte de 0,50 ponto. Para o Copom de agosto, a precificação indica 80% de possibilidade de redução de 0,25 ponto. Os cálculos são do Haitong Banco de Investimento.

Por fim, nem mesmo outra megaoferta de títulos prefixados pelo Tesouro foi capaz de impor grande pressão na curva. Dado o aumento do apetite ao risco e da percepção de liquidez farta nos últimos dias, o Tesouro Nacional elevou a oferta de prefixados no leilão desta quinta-feira ante o da semana passada. A instituição ofertou 14 milhões de LTN (12 milhões na semana passada) e vendeu 12,6 milhões, enquanto o lote de NTN-F passou de 100 mil (vendeu 50 mil) na semana passada para 300 mil hoje, absorvido integralmente.

Contato: denise.abarca@estadao.com

Fonte: Estadão Conteúdo
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