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Esportes
27/01/2021 00h52

Oscar desfruta de crédito na China, mas sonha com aposentadoria no Chelsea

Aos 29 anos, o meia Oscar garante desfrutar de um "projeto" no Shanghai SIPG, da China, time no qual pretende ainda atuar por algumas temporadas. Mas o jogador brasileiro já prevê um final de carreira e de preferência no Chelsea, equipe que fez parte de 2012 a 2016.

"Não penso em deixar a China. Há um grande projeto para mim aqui. Mas, para encerrar minha carreira, gostaria de voltar ao Chelsea. Lá construí uma bela história. Fui para a Premier League bem jovem, numa época em que os torcedores não confiavam muito nos jogadores brasileiros. Eu ajudei a mudar isso. Estarei um pouco mais velho quando tentar esta jogada de novo, mas, como estou jogando muito bem, com boas estatísticas, sinto que ainda há um lugar para mim no Chelsea", disse o jogador, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Formado nas categorias de base do São Paulo e integrante da seleção brasileira na Copa de 2014, Oscar lembrou dos tempos de Chelsea, quando atuou ao lado de grandes jogadores como Eden Hazard, atualmente no Real Madrid, Kevin de Bruyne (Manchester City) e Mohamed Salah (Liverpool).

"De Bruyne até me deu uma assistência. Houve uma formação em que Hazard, De Bruyne e eu jogamos no meio-campo e funcionou bem. Ele teve poucas chances, jogou bem, mas depois se machucou. Eu acho que não ser consistente em um clube que tinha muitas opções no meio do campo significava que ele não se encaixava bem na época. Com Salah era diferente. Ele era 'imparável' durante os treinos, mas sempre tímido e quieto fora do campo. Durante os jogos, acho que ele não teve a confiança que vimos em todos os clubes em que jogou depois do Chelsea, especialmente agora no Liverpool."

Segundo Oscar, De Bruyne e Salah não tiveram sucesso no Chelsea, talvez, pela falta de entendimento do modo de jogar imposto na época pelo técnico Jose Mourinho. "Às vezes os jogadores não se sentem confortáveis ??com essa pressão. Gostei porque me fez melhor. Mourinho me ajudou muito e é um dos melhores treinadores do mundo. Ele dá muita confiança aos seus jogadores, mas também quer vê-los atuar no nível dessa confiança."

Fonte: Estadão Conteúdo
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