18:39hs
Sábado, 04 de Abril de 2020

Leia nossas últimas edições

Correio do Papagaio - Edição 1423
Correio do Papagaio - Edição 1426
Internacional
23/03/2020 11h10

Militares italianos detêm passageiros que querem fugir da covid-19

A polícia e o Exército italianos estão controlando quem procura trens para outras cidades. Decreto do governo do primeiro-ministro, Giusseppe Conte, assinado no sábado (21) impede os deslocamentos entre regiões e cidades.

No domingo, 22, 120 passageiros foram impedidos de embarcar na estação central de Milão, capital da Lombardia e centro da epidemia do coronavírus na Itália. Nesta segunda-feira, militares do Exército controlavam o embarque na Estação Termini, em Roma.

Conte resolveu estreitar ainda mais as regras de fechamento de atividades na Itália depois de ser pressionado pelos governadores de províncias afetadas, como a Lombardia, e por aqueles do Sul do país que ainda temiam uma fuga moradores do norte em direção a áreas ainda menos afetadas pela covid-19.

Além de controlar os deslocamentos, os decretos de fim de semana de Conte mandam fechar até 3 de abril todas as atividades não essenciais na Itália. A Pirelli, por exemplo, fechou; já a Barilla, não. Isso porque toda a indústria automobilística foi paralisada, enquanto a de alimentos pôde permanecer aberta.

Na última semana, o governador Attilio Fontana (Lombardia) havia pedido medidas mais drásticas ao governo italiano. Ele está senso assessorado por médicos chineses que enfrentaram a epidemia de coronavírus com o toque de recolher na China.

Fontana emitiu um decreto que é ainda mais rígido do que o de Conte e determinou o fechamento na região de negócios que haviam passado ilesos nas determinações do primeiro-ministro.

Esses são os casos dos escritórios de advocacia e dos de contabilidade, que fecham na Lombardia enquanto permanecem abertos no restante do país.

Davide Camparini, assessor da região lombarda, criticou o governo Conte: "Disse que deveríamos ter esperado. Aqui se está morrendo. Na Lombardia, os hotéis serão fechados, os escritórios profissionais serão fechados e a desobediência será punida com 5 mil euros de multa", afirmou ao Corriere della Sera.

Em 9 de março, Conte já havia decretado uma primeira quarentena, considerada depois pouco eficaz para o tamanho da epidemia em algumas regiões. No sábado à noite, o governo de Roma soltou seu novo decreto com o qual ampliou a rigidez das regras.

No caso dos deslocamentos, o decreto do governo central prevê multa de 208 euros em caso de desobediência e proíbe entre as cidades e regiões o transporte público ou privado, exceto de pessoas autorizadas a viajar ou que cumprem atividade essenciais.

Na estação central de Milão, ao mesmo tempo em que o controle da polícia impedia a viagem de 120 pessoas, somente 50 foram liberadas para entrar no trem e deixar a capital da região mais atingida pela epidemia.

A Itália havia registrado até Domingo 59.138 casos de coronavírus no país, dos quais 5.476 pacientes morreram e 7.024 foram curados. Sozinha, a Lombardia contava no domingo com mais mortos do que a China. Foram 3.456 e 5.865 pacientes curados. Ao todo 17.889 pessoas estavam em tratamento em razão da covid-19 na região. (Com agências internacionais).

Fonte: Estadão Conteúdo
PUBLICIDADES
SIGA-NOS
CONTATO
Telefone para contato.: (35) 3332-1008
Textos e contatos em geral: jornalcp@correiodopapagaio.com.br
SAC: online@correiodopapagaio.com.br
R. Ledo, 250 - Centro - São Lourenço - MG