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Correio do Papagaio - Edição 1453
Internacional
24/02/2020 15h00

Na Índia, 100 mil recebem Trump e Modi em estádio lotado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebido por cerca de 100 mil pessoas em seu primeiro dia de viagem oficial à Índia, onde foi recebido pelo primeiro-ministro Narendra Modi. Em Ahmedabad, no Estado de Gujarat, uma multidão de pessoas seguiu Trump até o estádio Motera, conhecido como o maior para a prática de críquete do mundo. "Namastê, Trump", diziam os cartazes, gorros e roupas dos presentes.

A recepção calorosa em uma das cidades mais populosas do país foi recebida por Trump com elogios seguidos a Modi, a quem se referiu como "amigo".

Em seu discurso, o primeiro-ministro indiano relembrou suas origens humildes no Estado que governou antes de assumir o comando do país de 1,3 bilhão de habitantes em 2014.

"O primeiro-ministro Modi e eu também discutiremos nossos esforços de expandir os laços econômicos entre ambos os países, faremos um enorme acordo comercial, muito importante, entre os maiores já feitos", afirmou. Modi também destacou o papel da visita e do reforço nas relações bilaterais.

Trump aproveitou também para anunciar a venda para a Índia de equipamentos militares e helicópteros, em um negócio de US$ 3 bilhões.

O presidente dos EUA esteve acompanhado pela primeira dama, Melania Trump, além da filha e assessora Ivanka e de seu marido, Jared Kushner.

Antes do início do evento, os dois líderes e suas comitivas visitaram uma das casas em que Mahatma Gandhi viveu parte de sua vida. Gandhi é considerado um dos principais líderes para a independência indiana e um dos símbolos da resistência sem o uso da violência.

Depois do estádio, o destino foi o Taj Mahal, o monumento turístico mais visitado da Índia, localizado na cidade de Agra, a pouco mais de 200 quilômetros da capital, Nova Délhi.

Protesto

Em Nova Délhi, protestos anti-Trump deixaram pelo menos dois policiais mortos. A polícia usou gás lacrimogêneo e granadas de fumaça para dispersar a multidão, que protestava contra uma mudança na lei de cidadania, considerada prejudicial aos muçulmanos - a Índia tem 200 milhões de islâmicos.

Fonte: Estadão Conteúdo
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