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Internacional
22/09/2020 14h10

Na ONU, Putin expressa apoio à OMS e defende cooperação global contra a covid

Em discurso durante Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu a importância da entidade e reforçou compromisso do país em contribuir para a resposta mundial ao coronavírus. "Está claro que vai demorar um longo tempo para restaurar a economia global", afirmou, em pronunciamento transmitido de forma virtual, por conta da pandemia.

Putin expressou apoio à Organização Mundial da Saúde (OMS) e apresentou proposta para a realização de uma conferência entre governos internacionais que queiram ampliar a cooperação no combate à covid-19. O líder russo ofereceu também vacinação gratuita para toda a equipe da ONU, com o imunizador desenvolvido pelo país.

"Estamos prontos para compartilhar nossas experiências e continuar a interagir com todos os Estados e estruturas internacionais, incluindo fornecendo a outros países doses da vacina russa, que provou sua confiabilidade, segurança e eficácia", afirmou.

Sobre temas geopolíticos, Putin argumentou que o Conselho de Segurança da ONU deve ser "mais inclusivo" dos interesses da comunidade global, mas disse que o mecanismo exerceu papel importante para garantia da paz no período subsequente à Segunda Guerra Mundial. O presidente da Rússia exortou os integrantes do Conselho a se reunirem presencialmente assim que possível.

"É importante que todos os países mostrem disposição política, inteligência e visão. E, claro, o papel de liderança cabe aos membros permanentes, que possuem os poderes que há 75 anos têm responsabilidade especial para a paz e a segurança internacional", destacou.

Putin comentou ainda que Moscou ainda não recebeu resposta para a proposta de moratória de mísseis de médio e longo prazo na Europa. Segundo ele, o país propõe também a proibição para que potenciais espaciais instalem armas no espaço sideral.

"Gostaria de chamar a atenção para a proposta da Rússia de introduzir corredores verdes, livres de guerras comerciais e sanções, primariamente para bens essenciais, alimentos, medicamentos, e materiais de assistência médica", ressaltou.

Contato: andre.marinho@estadao.com

Fonte: Estadão Conteúdo
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