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Mangalarga Marchador
14/09/2018 10h06

Museu Nacional do Mangalarga Marchador

O Museu fica no centro de Cruzília e atrai centenas de visitantes que se maravilham com toda a estrutura que conta a história da raça

A cidade de Cruzília, no Sul de Minas é considerada o berço dos Cavalos Mangalarga e Mangalarga Marchador, isso porque, segundo historiadores, foi na cidade que tudo começou. A raça surgiu na época do Brasil colonial na fazenda Campo Alegre, com os primeiros cruzamentos das éguas Crioulas com os cavalos do Barão de Alfenas.

O município conta com um dos melhores plantéis de cavalos da raça no Brasil, em boa parte criados nas centenárias fazendas que preservam a história e cultura local.

Por isso, para contar toda a história do Mangalarga e mostrar sua importância para a nossa economia, cultura e desenvolvimento social, foi criado o Museu Nacional do Mangalarga Marchador, com sede no centro de Cruzília, no Casarão da Fazenda Bela Cruz.


O museu foi inaugurado no dia 17 de novembro de 2012 com a missão de pesquisar, preservar e difundir para todos a trajetória dos cavalos da raça. O acervo conta com fotografias, objetos, mobiliários, documentos sobre a raça, faixas e troféus. Há também vídeos ilustrativos, feitos pelo pesquisador Rodolfo Magalhães, da cidade de Muzambinho (MG).


O Museu é uma realização da Fundação Barão de Alfenas, fundada em 2006 para tornar realidade um sonho compartilhado entre os criadores da raça, e da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), em parceria com o Instituto Cultural Flávio Gutierrez.

 

 

Elencamos alguns motivos para que você não perca a oportunidade de visitar este lugar e fazer bonito nas rodas de conversa quando o assunto for a história desta Raça tão amada! Vamos lá?

1. Para começar, o Museu do MM está situado em uma casa bicentenária (1855) - conhecida na cidade como “casa da Bela Cruz”, porque era a casa da cidade dos proprietários da Fazenda pilar Bela Cruz. Preservada suas estruturas antigas, o lugar encanta por si só. A partir dela, é possível ter uma ideia da arquitetura da época - chamada pelos estudiosos de “classicismo singelo”. Janelas ordenadas e alinhadas, fachadas de modo simples e austero. Garantia de boas fotos para as redes sociais!



2. Se você faz aquele tipo que não tem muita paciência para ficar horas em um Museu e acha até um pouco… chato! Tenho uma boa notícia! O Museu é totalmente interativo! E você gasta apenas 1h para fazer todo o percurso. Neste tempo, é possível ver todos os vídeos e ler todos os painéis!

3. O esqueleto do cavalo Cego da Bela Cruz voltou para a casa. Algo que chama a atenção, principalmente, das crianças. Os pequenos correm para o porão do Museu para ver de pertinho o esqueleto do animal - e que se brinca ser um… Dinossauro… Crianças… A gente fica com a pureza e a resposta delas…

4. O Museu do MM pretende ser um Museu Território. Ainda que esta parte do projeto não esteja implantada, você pode ficar sabendo um pouco mais sobre quais eram as linhagens de tradição e as Fazendas Pilares. Por ora, elas não se encontram conectadas com o Museu para visitação. Mas em breve, esperamos que mais este sonho se torne realidade, valorizando assim, toda a cena turística local.

5. No Museu, você vai entender um pouco da importância do cavalo para a história do Brasil, principalmente, na constituição do estado de Minas Gerais. A cultura do cavalo exerce influência há mais de 200 anos na vida econômica, social e cultural do nosso país. A ABCCMM, a Fundação Barão de Alfenas e todos os criadores tem o desejo de levar este “mundo à parte” para quem ainda não conhece. O Museu é uma forma de preservar toda esta história.

6. E, por último, conheça Cruzília! Ela faz parte do trajeto da estrada real. Se você quiser fazer algumas das rotas propostas pela Estrada Real, acesse o site do projeto e veja quais os passos seguir. Você ganha um passaporte, e a medida que for conhecendo os lugares, ganha um carimbo nele! No Museu, você garante seu carimbo. Além de ser o berço do MM, em Cruzília são produzidos alguns dos melhores queijos do mundo. São tantos os prêmios que fica difícil elencar. O último foi ganho no ano passado em Paris, pelo queijo “Santo Casamenteiro”.



Localização do Museu: Praça da Matriz, centro de Cruzília, Sul de Minas Gerai Aberto de terça a domingo, das 10h às 17 horas.
Entrada: contribuição voluntária.
Informações: (35) 3346-1022 Facebook e Instagram: @museummarchador

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