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Opinião
11/02/2016 14h52

É... nem Freud se explicaria!

Por: José Luiz Ayres

Como habitualmente procedíamos a cada ano, lá estávamos nós reunidos ao grupo de companheiros, a desfrutarmos das delícias da cidade mineira de Lambari durante os próximos quinze dias, num convívio diuturno pelo lazer e a alegria de nos unirmos mais uma vez.
Todavia, naquele ano, um grupo de quatro casais se chegara um dia após da nossa hospedagem e, passou a se destacar, pelo comportamento desinibido e bastante irreverente, sem que houvesse algum constrangimento ou mesmo mau estar entre os hóspedes, inclusive dada a comunicabilidade, juntou-se a nós tal a descontração vivenciada e passamos a ser um grupo mais homogêneo a curtir Lambari.
Ao terceiro dia de hotel, um de nossos amigos ao chegar para o café matinal, um tanto constrangido, nos revelou o motivo do mau humor, mostrando-nos um bilhete ao qual a signatária, cheia de intimidades, marcava um encontro na marina do lago às 7:30hs durante a sua caminhada em volta do lago. O desagradável ocorreu porque quem recebeu o bilhete fora a sua senhora no escaninho da portaria. Claro que aquela “mensagem comprometedora” nada mais era que uma brincadeira de mau gosto, mas que não deixava de ser bem inconsequente. No dia seguinte a mesma coisa aconteceu com outro nosso companheiro. Só que desta vez o “encontro marcado” era no Pesque e Pague, onde a tarde o mesmo costumava divertir-se pescando suas cocorocas. À tarde do quinto dia porém, a coisa engrossou, pois a mulher da “nova vítima” indignada não se conformou com uma carta recebida, via correio, em que a “suposta amante” informava que chegaria à cidade dia tal e ficaria hospedada no hotel “X”. Enfim a coisa começava a tomar rumo inconveniente demais, por desestruturar entre não só aos casais atingidos, como ao nosso grupo até então coeso, já que a desconfiança passou a imperar de forma evidente sobre todos nós.
Felizmente os dois dias posteriores nada ocorreu, nos parecendo que os signatários se arrependeram da infeliz brincadeira. Entretanto à noite, um bate boca eclodiu num dos quartos chegando à gerência, onde a mulher de um daqueles casais irreverentes, esbravejando, entre “n” acusações, deixou escapar sobre os bilhetes comprometedores que enviavam. O marido que a seguia ainda tenta contê-la tentando se explicar. Aos berros em pura baixaria, a mulher se dizendo ultrajada, exibe para todos que estavam presentes, uma CUECA manchada de batom. Observando a encrenca, pude presenciar um dos nossos “vitimados” amigos, que era um aficionado por sauna, lançar na lixeira do bar, algo brilhante, que mais tarde constatei tratar-se de um estojo de aromático BATOM.
Moral da história: Mesmos que sejamos vítimas de qualquer procedimento indecoroso, não temos o direito de revidá-lo, seja de que forma for. Do contrário seremos iguais.
Ah... esses “turistas inconsequentes” que adoram ver o circo pegar fogo, mas quando a lona ardente cai sobre suas cabeças e são obrigados a tornarem-se uns “querubins”, tentando esconder o quanto de “rabudos” que são, sempre nos ofereceram momentos dramáticos, que no fundo no fundo, não passam de instantes verdadeiramente pitorescos...

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