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Opinião
20/08/2015 15h25

A massagem

José Luiz Ayres

Um casal de fazendeiros já de certa idade, oriundo da cidade mineira de Araguari, chega e hospeda-se num hotel onde nos encontrávamos em Belo Horizonte, àquele final de semana.

Na manhã de sábado, durante a degustação do desjejum, o casal adentra a sala do refeitório objetivando naturalmente a sua refeição. Ao observá-lo notamos que a senhora claudicava de uma das pernas e às vezes durante as passadas, franzia o rosto como se estivesse sentindo dores. Após escolher suas guloseimas à bancada self-servi e se servi de suco, café, leite, senta-se à mesa ao nosso lado, onde os cumprimentamos. O desjejum seguia tranquilo com o vai e vem até a bancada, quando fomos abordados pelo senhor, se o hotel não tinha algum médico de plantão. Infelizmente não sabíamos informar, mais lhe perguntamos o porquê da necessidade. Passou-nos que sua mulher estava com a coluna pressionando o ciático, dado a longa viagem de Araguari a Belo Horizonte.

Segundo nos informou, o seu ortopedista sempre recomendava após as extensas viagens, uma massagem relaxante visando atenuar as possíveis dores. Diante do que nos havia confiado, solicitamos indagar à gerência.

A tarde ao retornarmos dos nossos passeios e ficar a aguardar à chegada do elevador, a porta do mesmo se abriu, e o senhor “araguarino” sai explodindo, esbravejando e gesticulando muito se dirigiu ao balcão da administração do hotel à procura do gerente. Nós claro, espantados, não entramos no elevador e permanecemos a observar o motivo de tamanha irritação do “coroa”.

Atendendo a nossa sugestão, ele se dirigira à gerência solicitando informações sobre uma fisioterapeuta. Entretanto dado à dificuldade de se fazer entender pelo termo utilizado, o simplificou para massagista.

Por volta das 14 horas, bateu à porta de seu quarto, uma jovem morena alta e bonita, elegante e sexualmente vestida num conjunto onde um decote ousado se sobressaia numa curtíssima saia e, penetrando no aposento foi logo acariciando e beijando a face do “coroa”. Perguntando-lhe qual o tipo de “massagem” a ser executada, acariciando- lhe os braços, eis que chega a sua mulher. Perplexa e atônita diante do que presenciava, investe feroz sobre a “massagista” aos tapas e bofetes e até o marido levou “propositalmente” as sobras das “bofetadas” distribuídas explicitamente, a culpar o ingênuo marido pela ousadia e abuso praticado.

Moral da história: Um gerente desprovido de inteligência, acostumado talvez a agradar alguns hóspedes com certo “tipo de relax”, equivocou-se resolvendo solicitar os serviços de uma “massagista”. Só que se esquecendo de que as massagens seriam verdadeiras e não aquelas que vocês imaginam...

Ah... Esses “turistas inocentes” quando caem às mãos de um gerente mais inocente ainda, só pode dar no que deu e nos oferecer momentos altamente pitorescos... e complicados...

E.T, esta história perdurou até que as partes se chegassem ao acordo quanto a diferenciação entre fisioterapeuta e massagista. Mais que foi divertido, isso foi uai!

 

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