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Opinião
22/03/2019 11h46

A velha contadora de histórias e a menina maravilhada

Por Daniela Bacha

Todas as manhãs a velha acordava a menina com ares de quem já estava ali desde a criação do mundo.

Alimentava-a como quem nutre a vida ao amanhecer. Suas palavras mansas e firmes davam a menina a certeza de que a vida vale a pena de ser vivida e o tempo é um brinquedo engenhoso.

A gente sonha e constrói nele o que desejar e pensar.

Mas o que a menina não percebia é que a vida da velha já se esvaía, sua missão com o tempo já se cumpria por aqui.

E de todas as maravilhas vividas e aprendidas entre as duas, a menina guarda até hoje uma história contada pela velha senhora:

_ No tempo em que as fadas viviam entre nós, minha vó chamava a mim e meus irmãos para entrarmos para casa quando o relógio batia às 6 horas da tarde, pois dizia que era horas dos anjos passarem. E quando gente entrava, ouvíamos cantos lindos, que mais pareciam hinos do céu.Era como se o mundo parasse. Ninguém ria, ninguém brigava, nem nada mais.

Nesse momento, as mães não cozinhavam. As avós não não balançavam em suas velhas cadeiras e nem as comadres tricotavam. Os pais não ralhavam e nem os moços namoravam. Era como se o tempo, naquela hora ,nos desse um descanso, o tempo dando um tempo para a gente não ser e nem fazer nada. Apenas sentindo a vida, a mágica do tempo passar com a gente a andar com ele.

É uma pena, minha menina maravilhada que você não tenha visto esse tempo, tempo que as pessoas tinham mais tempo para aproveitar mais o seu próprio tempo.

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