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Opinião
30/01/2014 17h02

A Copa do Mundo é nossa…

José Francisco Mattos e Silva

Por José Francisco
Mattos e Silva

Chegamos em 2014, o ano da Copa do Mundo no Brasil. Em alguns meses, nas propagandas de televisão, nos jornais, noticiários e nas ruas, apenas um sentimento e uma vontade: precisamos ganhar o campeonato mundial de futebol. O Brasil precisa mostrar, em casa, para o mundo que tem o melhor futebol do mundo, temos os melhores jogadores, a melhor equipe técnica, os maiores estádios e a torcida mais bonita, verde e amarela, e que fará a melhor copa da história.

Chegamos em 2014, mas será mesmo que precisamos apenas levantar a Taça do Mundo, pena que nosso nacionalismo tupiniquim é apenas de quatro em quatro anos, pena mesmo. Quisera a seleção de milhões e milhões de brasileiros fazer gols e gols todos os dias neste Brasil do futebol e quantas vitórias poderíamos conquistar.

Vamos imaginar todo nosso território nacional como uma arena de futebol, os jogadores seríamos nós, o povo. A equipe técnica seriam nossos representantes, membros dos Poderes Executivos e Legislativos. O arbítrio seria o Judiciário e os bandeirinhas as instituições como o Ministério Público, as organizações do terceiro setor, a mídia e as organizações civis organizadas, em campo, nosso adversário, ou melhor, nossos adversários: as mazelas sociais. O cartão amarelo ou vermelho não seria apenas do arbitro, mas seria da torcida e dos jogadores: o voto!

Times em campo, vamos aos gols.

Os dribles não seriam o famoso “jeitinho brasileiro”, isto é falta grave, cartão vermelho...

Os passes certeiros do time verde e amarelo seriam a educação, a saúde, o progresso, o desenvolvimento e a vontade de fazer nosso time Brasil um verdadeiro campeão.

As faltas que nossos adversários nós dão, os passes fora da técnica como é a corrupção e a falta de compromisso com a coisa pública seria punida com a pena máxima: cartão vermelho para eles, e o cartão é o voto. Jogador que compra e vende voto é perna de pau, serve nem para ser gandula!

Expulsaríamos do cenário do futebolismo político brasileiro todos aqueles que não enxergam que a verdadeira taça a ser conquistada, o título que vai muito além dos interesses próprio, familiares ou do coronelismo que em muitos lugares existe ou se pretende restaurar, e a taça do fim das desigualdades sociais e do progresso para todos os cidadãos do Estado.

Passe perfeito, educação ali, mais saúde acolá, driblamos a corrupção, tiro de meta para a moralidade administrativa, passe de mestre da impessoalidade, tiro certeiro: Gol do Brasil!!!!

Gol da Democracia, gol do progresso, gol do desenvolvimento, gol merecido para o Brasil que não seria apenas a nação do futebol, mas seria a grande Nação dos avanços e da riqueza de recursos poderiam fazer tanto bem a todo o mundo.

Vamos todos, somos toda a seleção brasileira, a do futebol festejado, mas precisamos ser a Seleção de Brasileiros que querem levantar a taça do progresso e do desenvolvimento para todo nosso povo, construindo estádios para educação, templos monumentais para a saúde, fazendo gol de transparência e democracia republicana....

Feliz 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, ano das eleições gerais e ano, lembremos do cartão vermelho, lembremos do voto.

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