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Opinião
06/02/2014 11h24

Amigo! Poxa, mui amigo...

José Luiz Ayres

por José Luiz Ayres

É comum entre as pessoas de bem, notadamente quando se encontram nos momentos de lazer em hotéis, a relacionarem-se a manter um congraçamento cordial durante a hospedagem, o que muitas vezes se transforma em boas amizades posteriormente.

Corroborando com esse conceito, após nos integrarmos a vida daquele hotel em  Eng. Paulo de Frontini, RJ onde depois de vários anos retornávamos sequiosos e saudosos na expectativa de reencontrar e recordar um passado de agradáveis lembranças, tão logo chegamos ao jardim do hotel procurando desfazer o guloso almoço, nos relacionando com um casal, que pela primeira vez visitava a cidade, levado que foi, pelo nosso Semanário Panorama na internet à página de turismo,

O casal extremamente simpático e  atencioso, - ele médico e ela nutricionista - passou daquele momento em diante a fazer parte do nosso convívio diário entre passeios, jogos, carteado, refeições, enfim nascia então uma boa e sincera amizade.

Porém no almoço de sexta-feira, o cidadão lamentando, despedia-se momentâneo, pois o dever profissional o chamava ao Rio. Tinha um encontro médico importante com dois colegas estrangeiros. Mas que assim que fosse liberado estaria de volta, já que estava tranquilo, pois sua mulher ficaria em ótima companhia.          

Na manhã de sábado, aceitando o convite, a nutricionista nos acompanhou à viagem até Valença, cujo o trajeto turístico visava Vassouras, B. de Vassouras, Juparanã entre outras cidades históricas. Ao chegarmos a Valença, após circularmos pela cidade, resolvemos deixar o carro num estacionamento no centro. E qual foi minha perplexidade. No último Box, onde dizia reservado ao Hotel Rio, lá estava um Citroen verde, onde discretamente olhando a placa não tive dúvida, era do amigo doutor. Procurando ser rápido e fugir do local, afinal sua mulher entretida em conversa com minha mulher não percebeu, ao apanhar o ticket, indaguei do empregado de quem era o Citroen verde. De pronto disse-me pertencer ao casal que havia chegado à noite passada no hotel. Agradeci me retirando, torcendo para não nos depararmos com o doutor pela rua. O que felizmente não ocorreu durante o período que curtíamos a caminhar pela cidade e ter nossa degustação do almoço num agradável restaurante. Todavia, após deliciosa refeição nos dirigimos até a igreja matriz onde a visitamos e demos como concluído nosso roteiro.

Por sugestão, solicitei que aguardassem, pois iria apanhar o carro e as pegaria aqui a evitarem caminhar sob o sol. Em concordância, lá fui eu um tanto aliviado até o estacionamento. Porém, ao chegar ao local, me surpreendeu ao ver caminhando à direção do Citroen, como braço enleado ao ombro de uma mulher; o doutor.

Mais que depressa, indaguei do empregado ao dar o ticket, onde era o toalete. Indicando-me, desloquei-me ao reservado permanecendo até ouvir o motor do citroen deixar o local.

Por volta de 19 horas, chega-se ao nosso hotel o doutor a dizer que o encontro foi “chato” e massificante, mas que valeu em termos de aproveitamento médico.

Moral da história: Por amizade às vezes nos tornamos inimigos, por querermos ser amigos em esconder situações que levarão a inimizades fatalmente...

Ah... esses “Turistas de bens” quando por contingências frívolas se deixam envolver por atitudes não condizentes com suas personalidades demonstradas e nos obriga a ter comportamentos incompatíveis com nossa formação, são de fato uns inconsequentes a nos proporcionarem situações que não deixam de possuir uma boa ponta de pitoresca...

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