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Opinião
03/04/2014 09h37

Educação empreendedora: uma semente para o futuro

Marcelo Arteiro

Por Marcelo Arteiro

Estamos vivendo um momento singular na história da humanidade. Em diversas partes do mundo encontramos conflitos sociais, políticos, religiosos, econômicos e ideológicos que nos fazem questionar a validade dos modelos de intermediação da sociedade vigente, isto é, os modelos de governança atuais.

Neste contexto de transformações aceleradas, a reflexão sobre quais caminhos a educação deve seguir torna-se um dos pontos mais centrais, visando preparar as gerações futuras para entenderem e viverem em mundo de referenciais plurais e mutantes.

O atual modelo educacional, que privilegia a repetição de um conteúdo pedagógico pronto, fechado, pasteurizado e muitas vezes desconectado do contexto de vida da comunidade escolar (alunos, professores, profissionais de apoio e o núcleo familiar em torno da escola), já há algum tempo dá sinais de falência e de inadequação a este cenário contemporâneo em que vivemos.

A transição do modelo educacional vigente para um modelo que incentiva a pesquisa e a exploração do conhecimento, aliado às novas tecnologias da informação e comunicação (TICs), possibilitando um saber atual, dinâmico, crítico, reflexivo, aberto, compartilhado, intimamente conectado com a comunidade escolar e que privilegie o protagonismo de todos estes atores envolvidos, torna-se imperativo nos dias atuais.

Talvez, podemos estar vivendo a pré-história do futuro, ou seja, os acontecimentos iniciais de um mundo novo por vir, pautado no diálogo, na tolerância, na conversação, na troca bilateral de opiniões e percepções da realidade, onde arbitrariedades e imposições unilaterais não terão mais espaço. Este novo modelo educacional, chamado por alguns de educação empreendedora, começa a emergir, não de dentro da escola para fora, mas de fora dela para dentro, como uma necessidade premente da sociedade e do mundo atual, que anseiam por novos modelos de governança e regulação do convívio mundial.

Na educação empreendedora, o papel do professor-educador é potencializado, tornando-se um empreendedor social, um indivíduo visionário, que tem o seu valor reconhecido por toda a sociedade e que aglutina a comunidade escolar com a finalidade de catalisar o processo de transformação social, econômica, política e cultural em torno da comunidade onde ele vive e atua, originando um processo de ensino-aprendizagem autônomo, dinâmico, contemporâneo e sustentável. Este processo já começa a ser desencadeado em algumas regiões do mundo e também em nosso país.

É possível que as gerações mais experientes não cheguem a ver a plenitude destas transformações e os seus impactos nas futuras gerações, porém nada nos impede de continuarmos lançando as sementes deste “admirável mundo novo”. Pois, como muitos de nós, pais e professores, já ouvimos dizer: a educação de uma criança começa, no mínimo, 20 anos antes do seu nascimento.

Pense nisto! Autor: Marcelo Arteiro Mestre em Administração de Empresas pela UFLA/MG Palestrante educacional e empresarial E-mail: marcelo.arteiro@yahoo.com.br  Liberdade/MG  (Este artigo é um trecho da palestra do autor aos professores da APAE e da Rede Municipal de Ensino de Liberdade em 04/10/2013.)

 

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