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Opinião
13/02/2014 10h42

Espirro de Dilma caracteriza improbidade administrativa

Odilon de Mattos Filho

Por Odilon de Mattos Filho, de Andrelândia/MG

odilondemattos@ig.com.br
amidiaeapolitica.blogs
pot.com

A “unanimidade é burra”, já dizia Nélson Rodrigues. Essa frase, no nosso modesto entendimento, é um resumo da definição de democracia. A oposição política é um fabuloso exemplo desse argumento, pois, ela é uma importante peça na construção do processo democrático porque quebra uma pretensa unanimidade. Contudo, essa engrenagem, chamada oposição, deve ser exercida com responsabilidade, espirito público e sem que a paixão politiqueira domine os seus impulsos e atos.

No Brasil o papel da oposição – aqui entendido os Partidos Políticos e a “mídia nativa” - é marcado pelo rigor na fiscalização, mas também, pela irresponsabilidade e pelo fanatismo politico/eleitoreiro, fato observado mais claramente nesses últimos doze anos. E os exemplos são fartos. O ultimo aconteceu com a Presidenta Dilma. Em viagem a Davos, onde a Presidenta participou de reuniões do Fórum Econômico Mundial e depois foi a Cuba para inaugurar parte do Porto de “Mariel”, a oposição e a mídia denunciaram, como se fosse o maior escândalo de improbidade administrativa da história, a escala não oficial da Presidenta em Lisboa, onde ela teria jantando em um luxuoso restaurante e pernoitado em um faustoso hotel, tudo financiado com dinheiro público.

O PSDB, já totalmente atordoado e sem rumo político, representou junto ao MP e à Comissão de Ética da Presidência da República denunciando a “farra” da Presidenta em Lisboa. A mídia por sua vez, repercutiu tal representação e insinuou que a escala em Portugal foi puro capricho da mandatária brasileira.

Evidente que esse fricote oposicionista teve um único objetivo: criar um fato político. Mas mesmo se tratando de uma banalidade a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM) divulgou nota sobre o assunto. Segundo a Secretaria, “não é verdade que a comitiva presidencial tenha feito qualquer escala desnecessária em Lisboa...A decisão de fazer um voo diurno foi tomada pela Aeronáutica a partir da avaliação das condições meteorológicas...”

Por sua vez, a própria Presidenta Dilma, já em Cuba, nocauteou a oposição dizendo:”...Eu posso escolher o restaurante que for, desde que eu pague a minha conta...É exigência para todos os ministros, e eu só faço exigência que eu também exijo de mim. Quem jantar ou almoçar comigo pague a sua conta...Não tem a menor condição de alguma vez eu usar cartão corporativo. No meu caso está previsto esse cartão, mas eu não o uso porque considero que é oportuno que eu dê exemplo, diferenciando o que é consumo privado do que é consumo público”.

A propósito, corroborando o argumento da Nota emitida pela SECOM, jornais da Europa publicaram notícias sobre as péssimas condições do tempo na rota que o avião presidencial faria para Cuba. O jornal Inglês, “Daily Star”, no dia 25/01/2014, trouxe a seguinte manchete: “Astonishing lightning strikes hall storns and torrential rain batter britain”. O próprio GLOBO noticiou: “Canceladas centenas de voos na costa leste dos EUA”. Portanto, a denúncia do PSDB não passa de mais um estelionato poliqueiro, e mostra de forma cabal a miséria moral que se abateu sobre a oposição e a mídia brasileira.

Aliás, para clarear a memória dos “tucanos” e comprovar a baixeza e hipocrisia que os assolam, vale transcrever uma notinha do  “Estadão” que noticiou que o “senador Aécio Neves fez para o Rio de Janeiro 63% das viagens bancadas pela verba de transporte aéreo do Senado. Desde o início do mandato, ele pagou com dinheiro público 83 voos, dos quais 52 começaram ou terminaram no RJ...Em 27 de agosto o senador participou de uma celebração do ‘PC (Partido do Chope)’, num bar em Copacabana...O Senado pagou R$ 939 pelo voo entre São Paulo e a cidade naquele dia, uma sexta-feira, e mais R$ 172 pelo trecho Rio-BH na segunda-feira seguinte. De 24 para 25 de novembro de 2011, o tucano estava em casa noturna de São Paulo deixando o aniversário do piloto Dudu Massa, na companhia de uma socialite. No sábado, foi para o Rio com passagem que custou R$ 420 ao Senado”.

Frente a todo esse “chilique” oposicionista, só nos resta um conselho: tome muito cuidado Presidenta Dilma, pois, a oposição e a mídia, no afã de “fiscalizá-la” daqui a pouco, por um simples espirro, pode denunciá-la por improbidade administrativa. Que horror...!

 

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