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Opinião
05/01/2017 10h06

Gestão frente à nova ciência

A importância de uma administração focada no saber e no incentivo ao pensamento

 Por Sergio Ribinik*
 
A visão mecanicista tão influenciada por Isaac Newton ainda nos orienta na forma como entendemos e praticamos a gestão de pessoas na esmagadora quantidade de organizações públicas ou privadas.

Mesmo no estudo formal das ciências de gestão, poucos são os que fogem de uma visão antiga e voltada ao controle das tarefas, com tendência a “formatação” de programas, projetos e planejamentos no gerenciamento das pessoas, deixando-as com pouca margem às suas aspirações, criatividade, flexibilidade de responder aos estímulos do meio ambiente e até ao uso da intuição na resolução de problemas.

Sistemas interligados em rede e por onde passa uma forma de energia, tem a capacidade de se auto-organizarem quando em desequilíbrio. Sistemas vivos estão constantemente se autoproduzindo, autoregulando e mantendo interações com o meio ambiente que os fazem mudar suas estruturas sem perder a identidade, princípio este conhecido na ciência, como Autopoiesis.

O que vem então diferenciar uma organização mecanicista de outra que esteja alinhada com estes novos conhecimentos?

Uma organização mecanicista é caracterizada pela necessidade de muitos níveis hierárquicos porque o controle é uma expectativa da administração.

O equilíbrio é entendido como a manutenção dos planos estabelecidos, permanecendo fixos por períodos, independente das mudanças do meio ambiente. Os colaboradores são controlados e estimulados para voltarem ao plano estabelecido de tempos em tempos, assim como tomar medidas para retornarem aos programas e as metas planejadas e projetadas, mesmo que as condições que serviram de base para os planos tenham mudado.

Não é preciso muita imaginação para concluir a quantidade de retrabalho envolvida. Sabemos por experiência, quantas vezes avaliamos e mostramos as variações de planos existentes em diversos níveis hierárquicos, muitas vezes apenas por um exercício gerencial.

Por outro lado, em uma organização alinhada com a ‘nova ciência’, os colaboradores são treinados a agir e reagir imediatamente aos eventos ocorridos, atuando na formação e amplificação dos efeitos corretivos, usando as informações para evolução.  

Nesse ambiente, o controle vem de ‘dentro para fora’ de cada indivíduo. A prática do ‘pensamento estratégico’ e não necessariamente do ‘planejamento estratégico’ estimula as equipes a se auto-organizarem, estando sempre à frente na capacidade de criar, evoluir, usando a intuição e um modelo verdadeiro de evolução participativa e de progresso.

Esta situação traz também benefícios na adesão dos colaboradores, no ambiente de trabalho, no aumento progressivo das responsabilidades individuais e coletiva, na ética, no âmbito social e ambiental.

Sabemos que não é simples mudar de conceitos e isto leva os dirigentes a manterem os sistemas atuais, mas as coisas estão evoluindo em algumas organizações. Será que não seria uma boa prática, testar essas novas teorias em ‘células’ nas empresas expandindo os benefícios na formação de suas redes de excelência? Fica aqui a pergunta aos nossos estimados leitores.

*Engenheiro e Consultor de Empresas - ceo.sergioribinik@gmail.com

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