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Opinião
12/01/2017 94h02

O previsto mais que previsto

José Luiz Ayres

Com o amanhecer a se fazer presente acompanhado do delicioso frescor de outono, íamos nós curtindo o visual da tranquila rodovia Rio-São Paulo, quando num susto imprevisto passou por nós como um bólido, o luzente Citröen preto que em segundos sumiu ao topo da lombada.
Tempos depois, resolvemos parar visando um café e chegamos a uma parada de estrada, em que próximo a nós um casal degustava o seu “breakfast”. De repente apressado, o cidadão deixa a mesa saindo à direção ao estacionamento. Seguindo-o pelo olhar dado ao rompante com que se elevou, observei que foi até ao seu automóvel; coincidência ou não, um Citröen preto. Ao retornar, no que se sentou à mesa, resolvi abordá-lo indagando se por acaso fora ele que nos assustou ao nos ultrapassar às imediações de Barra Mansa, já que a sua velocidade desenvolvida, - parecia estar superior a 150 Km/hora – nos causou um imenso susto e lógico preocupação pela imprudência demonstrada, cuja sinalização de ultrapassagem não foi por ele solicitada.

Sorrindo, com ares de “as do volante”, de forma sarcástica, disse-nos que talvez fosse ele a meia hora atrás, pois na estrada está sempre apressado e gosta de chegar cedo ao destino. Sua mulher também sorridente endossando suas palavras e dizendo-se amante da velocidade, mostrou-se a compactuar com a irresponsabilidade do “piloto”, provavelmente a nos achar uns “rodas Presas” e “cagões”, a interferir na vida dos outros sem ter nada com isso...

Sem querer dar uma de dono da verdade, mas alertando-os sobre o iminente perigo em submeter aos outros motoristas nessa inconsequente atitude, e, me contendo para não estragar o nosso momento de paz, engoli em seco, a desejar-lhes boa viagem e que Deus protegesse os inocentes na estrada.

Seguíamos estrada afora, quando na altura do trevo da entrada de Quatis, RJ, uma pequena retenção no trânsito se verificou. Lentos, fomos rodando e ao atingir ao local, notamos que se tratava de um acidente. Dada a paralização do fluxo e o corre-corre resolvemos parar no acostamento e pudemos observar pedaços de lataria espalhados pela pista e mais adiante uma aglomeração de pessoas cercava um veículo de rodas para cima. A direcionar-me ao local, um tanto apreensivo, não deu outra, era o tal Citröen preto... Felizmente o casal fora do veículo, com pequenas escoriações aparentemente sem gravidade, junto à mureta divisória permanecia no aguardo do socorro. Olhando-me, a mulher reconhecendo-me, trôpega se refazendo do susto, falou:  - Poxa...você tem uma boca seu agorento, desconjuro...Veja só a sua premonição!

Moral da história: Não precisa ser pitonisa para se previr o previsto...

Ah...esses “turistas irresponsáveis” quando tem na imprudência seu radicalismo em viver perigosamente, esquecendo que colocam a vida de outros em riscos por estas proezas, só tem a agradecer a Deus por ainda se encontrarem vivos. Suas insanidades sempre os tornarão muito além de pitorescos. Se é que antes não chegarão mais depressa ao Além...

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