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Opinião
26/02/2016 14h05

O príncipe está nu...!

Na semana passada caiu no colo de FHC, com estilhaços na mídia e no tucanato em geral

É público que FHC é um dos mais reconhecidos sociólogos e intelectuais do país, mas, por outro lado é verdade, também, que após a sua chegada ao Poder a face obscura de homem arrogante, invejoso, vaidoso e de uma soberba inigualável foi desnudada, e como o provérbio prevê que “a soberba precede a ruína”, parece mesmo que FHC está à beira do abismo. 

 

         Na semana passada caiu no colo de FHC, com estilhaços na mídia e no tucanato em geral, uma bomba chamada, Mirian Dutra Schmidt, uma das principais jornalistas da Rede Globo nos anos 80, que ficou “exilada” na Europa para garantir interesses de seus patrões e políticos.

 

         Depois de 30 anos e com o fim de seu contrato com a Globo, Mirian resolveu falar sobre o seu drama pessoal e os meandros do seu relacionamento amoroso com o amante FHC. Um romance que passou por dois abortos clandestinos, bigamia, abandono afetivo, falsos DNA’s e outras mazelas pessoais, mas como são questões de foro íntimo não vamos nos aprofundar no assunto, mesmo porque, foi amplamente divulgado pela própria jornalista. Para nós o que interessa são os bastidores desse relacionamento que aponta corrupção, chantagem e um conluio entre políticos e a toda poderosa Rede Globo.

 

         Miriam Dutra, quando jornalista da Rede Globo, conheceu o então senador FHC e começaram um conturbado relacionamento amoroso. Dessa relação, segundo Miriam, resultou em três filhos, dois foram abortados a pedido e pagos por FHC e depois veio o terceiro filho, Tomás Dutra, o estopim que detonou essa bomba.

 

         Segundo a jornalista, quando ficou grávida do filho Tomás foi obrigada por FHC e pelo jornalista Mário Sérgio Conti a contar na coluna social da revista “Veja” que estava grávida de um biólogo. Diante dessa gravidez foi transferida para a Espanha, pois, como ela mesmo afirmou, “...me manter longe do Brasil era um grande negócio para a Globo, pois, minha imagem na TV era propaganda subliminar contra FHC e isso prejudicaria o projeto da reeleição.” Continuando ela afirma que o interesse da Globo nesse conluio com FHC chamava-se BNDES, onde a empresa teve “financiamentos a juros baixo, e não foram poucos”. A propósito, a Folha de São Paulo publicou que a operação pode chegar a R$ 1 bilhão, além disso, o Banco do Brasil refinanciou dívidas das Organizações Globo que podem chegar a R$ 2 bilhões.

 

         Miriam afirma, ainda, que como exilada, foi mantida na Europa com pagamentos realizados pela empresa Brasif S.A. que controla os "free shop" dos principais aeroportos brasileiros e que tais “pagamentos coincidiram com o período em que FHC comandava o país”, e acrescentou que “...tem contrato. Tudo guardado...É muito sério. Por que ninguém nunca investigou isso? Por que ninguém nunca investigou as contas que o FHC tem aqui fora? Miriam, afirma, ainda, que as transferências dos recursos eram feitas por meio da assinatura de contrato fictício de trabalho, ou seja, FHC usou, como bem afirma o jornalista Leandro Forte, “uma empresa de fachada, uma offshore nas Ilhas Cayman, para remunerar a amante. Depositou, nessa falsa empresa, do tipo que corruptos e traficantes usam para lavar dinheiro, 100 mil dólares, de uma única vez - aparentemente, quando ainda era presidente da República”.

 

 

         Mas as chantagens vão muito além! FHC diz não ser pai de Tomás, mas curiosamente o presenteou, em 2015, com um apartamento de € 200 mil (R$ 870.535,15). Nessa mesma esteira, em 1995, FHC presenteou Margrit Dutra Schmidt, irmã de Miriam, nomeando-a para o Ministério da Justiça. Hoje Margrit trabalha como assessora do Senador José Serra, porém, descobriu-se que ela ganhou outro presente, não precisa trabalhar, é uma funcionária fantasma.

 

         Diante de toda essa sujeira é fácil concluir: “debaixo desse angu tem caroço”! Por essa razão esperamos que a mídia “investigativa” e os judiciosos Procuradores façam uma ampla e profunda investigação sobre essa grave denúncia que, certamente, tem nesse romance o fio condutor de fatos muito mais nebulosos. Aliás, como bem afirma o jornalista Luis Nassif “...se for aplicar a FHC a mesma métrica com que o MPF mede Lula, se terá as duas pontas de forma muito mais nítida: uma empresa que envia dinheiro para uma jornalista, a pedido de FHC; e a mesma empresa sendo beneficiada por privilégios únicos em sua atividade..” Realmente podemos afirmar: o Príncipe de Higienópolis está nu!

 

                                                                  Odilon de Mattos Filho

                                                                  odilondemattos@gmail.com

                                                                  Andrelândia/MG

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