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Opinião
24/08/2018 09h38

O que está acontecendo?

Por Andrea Cassone

O mundo está ao contrário e ninguém reparou, diz o compositor Nando Reis.

Sim, parece que o mundo está às avessas.

Vou tentar fazer um paralelo entre o que está acontecendo na política e na educação.

Não sou especialista em política, mas navego bem na área educacional, o que me impulsiona a escrever sobre as ondas que estão chegando a nós.

Com relação à educação escolar, os profissionais mais antenados, já perceberam que as escolas atualmente estão resgatando o brincar no “quintal da vovó”. Não basta desenvolver o cognitivo da criança, estamos pagando um alto preço por ter negligenciado a necessidade de brincar da criança e retornando ao passado. Especialistas, também na área da saúde, estão advertindo sobre a importância da criança ter vivências cada vez mais constantes com a natureza, correr, subir em árvores, amassar barro, brincar de casinha...

Na educação familiar, está surgindo a necessidade urgente de resgatar o respeito pelos pais que precisam começar a impor limites na criação dos filhos. Uma onda remetendo ao passado, em que criança era criança, em que a alfabetização acontecia aos 7 anos, apenas quando o cérebro estava maduro para isso, em que os pais passeavam tranquilamente com seus filhos e as pessoas não tinham que ficar assistindo a verdadeiros shows de birras e malcriações.

Nas grandes cidades, em nome da economia e segurança, as pessoas estão voltando a se reunir em casa, cada um leva o que vai consumir e juntos passam horas conversando olho no olho. Nos anos 80 esses tipos de reuniões aconteciam pelo simples prazer de se socializar, no entanto a modernidade e a tecnologia foram engolindo as relações “ao vivo”, dando lugar à tela dos eletrônicos.

Que ondas são essas que nos remetem ao passado?
Na religião, a onda também está atingindo. Passamos há 10 anos mais ou menos por uma avalanche de igrejas evangélicas, depois vieram os padres cantores dando maior vulto à igreja católica e hoje temos um Papa que prega a diversidade e o respeito às diferentes culturas.

Temos o excesso de valorização dos animais, Segundo César Ades, psicólogo e diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP, as relações com os animais de estimação estão sendo levadas ao extremo. “As pessoas encontram uma satisfação psicológica tão grande na relação com seus animais que querem que eles entrem no círculo humano”, diz o psicólogo, especialista em comportamento animal. Ele alerta que a diferença entre as espécies - ser humano e bicho - deve ser mantida. “O bom na relação é que um é animal e o outro é ser humano, ninguém deveria trocar de lugar com o outro. O que o animal precisa é ser considerado um animal e receber cuidados naturais.

Temos o excesso da tecnologia, que ainda terá crescimento, no entanto, pesquisadores já analisam que as redes sociais sofrerão considerável adaptação.

Me parece que vivemos tempos de repressão, depois tempos de liberdade excessiva e agora chega uma onda que nos remete ao caminho do meio, nem tanto ao mar, nem tanto a terra.

Vamos dar graças à onda do bom senso, em que os extremos, as militâncias, o radicalismo caem por terra. Vamos aproveitar essa “vibe” e procurar nos aprofundar, observando melhor o que está acontecendo com o mundo. Observar as tendências, e fugir muitas vezes delas, pois elas são altamente manipuladoras. Vamos ficar atentos às pessoas que nos inspiram conhecimento, fugindo de modismos.

Vejo uma grande necessidade das pessoas se encontrarem, ao vivo de preferência e trocarem experiências, questionamentos. Vejo a necessidade extrema de investirmos na espiritualidade, no nosso equilíbrio pessoal, no calar e observar, vamos deixar a natureza agir e exuberar.

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