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Opinião
06/02/2014 12h19

Por que a água e o azeite não se misturam?

Gilmar Batista da Silva

Por Gilmar Batista da Silva

‘’ Sobre as aparências podemos transmitir os aspectos da bondade e amizade,como também  as inesperadas e dissimuladas perversidades.’’

Ao buscarmos ou procurarmos por algo que possa nos encantar,poderia registrar uma expectativa de poder também outorgar gestos de confiança sobre aqueles que nos seus procedimentos determinam ações e atos definitivamente transparentes e bem desempenhados ao entendimento da reciprocidade,que às vezes,dentro de falsas misturas tão logo estão separados.

Nossos sonhos e desejos espelham sensações de bem estar por onde comungamos nossas desejadas esperanças que nos anima por uma vida mais digna de respeito e valorização da espécie humana.

A comparação aqui mencionada ou melhor dizendo estas importantes substâncias cada qual tem seu valor,mas não conseguem se unirem,ou seja se misturarem...

Isto não significa nenhuma divergência,cada uma servindo de acordo com a determinação da majestosa natureza,ao passo que dentro da vivência humana,tudo é divergido.

Os homens não se definem dentro de suas qualificadas utilidades,confundindo questões pessoais e na maioria das vezes destruindo a si mesmo por não terem coragem de posicionar diante de situações em que necessita de  medidas justas e inteligentes.

Observamos que muitos se condicionam com os critérios que lhes interessam,quando em certos relacionamentos são áveis,gentis,parecendo até mesmo chamar a atenção de seus expectadores e quando em outras ocasiões tornam-se desapercebidos,obscuros,ignorando a origem da sua própria sobrevivência.

A intenção do texto tem como meta salientar que somos seguidos pelas forças das emoções,que nos trazem aspirações de comportamentos espirituais e humanitários.

A colocação inicialmente mencionada sobre a questão da ÁGUA e do AZEITE não se misturarem não significa que nós,seres humanos,devemos viver isolados,podendo saber distinguir as diferenças uma das outras,enfatizando  ricas formas compreendendo assim que ser BOM com quem é BOM não produz vantagem alguma,pois esta solidariedade torna-se bem identificada em sermos generosos com quem é MAU,que por estar sobre efeitos da avareza e da  contagiosa ambição.

Se parássemos um pouco e observássemos as transformações da natureza estaríamos mais estimulados para sermos leais e precisos,ao passo que estas regras acontecem no tempo e nas horas certas, e nunca a precipitação do seu próprio controle que é ao contrário do EMOCIONAL HUMANO,espelhando frustrações,recalques e medo por não assumirmos nossa verdadeira personalidade.

Estejamos todos nós voltados aos santificados mandamentos,sabendo perdoar longe das recompensas mesquinhas,ensinando com cautela,aos que nada sabem,tendo paciência com os perados,exemplificando uma presença devotada,onde a vida nos revela fatos inesperados como também a cobrança de pesados tributos.

Evitemos que a melancolia faça parte de nossas ilusões,servindo sempre,que possível,aos que a nós recorrerem,pois a disponibilidade é um sinal positivo que exterioriza simpatia e alegria aos olhos dos causadores das própria discórdias.

Portanto,refletimos que na composição dos sentimentos compassivos,também alguns dos seus abstratos não se misturam,quando que o ódio e a vingança não fazem parte do encantado reino da natureza.

Sobre a interpretação dos efeitos heterogêneos,por não se poder mesclar,cada qual tem sua importância o que nos leva a sentir que nem sempre aqueles que si dizem amigos merecem nossa  consideração.

O comparativo ora em epígrafe traduz também reflexos que pode nos advertir,ressaltando que para todo mal ou mesmo o bem  observamos que através do tempo podemos conhecer melhor a identidade destes,que nos seus frios juramentos,curvam-se hipocritamente,diante de suas próprias imagens,que socialmente ou numa aparência divina sabem que tais idolatrias não são bem concebidas.

Pelo silêncio,podemos posicionarmos de maneira prudente sem nenhum alarde e intolerância,ainda que estejamos reivindicando algo que nos foi prometido tão cordialmente.

Na nossa existência tudo é passageiro,assim como as própria sementes que ao longo dos anos vão se multiplicando,seus frutos,uns de boa qualidade e bem avaliados:outros,já apodrecidos,mesmo antes,de chegar a colheita

Estejamos certos de que nada acontece em nossas vidas,que não tenha uma razão.

É muito comum as pessoas desocupadas e malfeitoras apontarem falhas alheias,principalmente,nos desencontros conjugais,quando na realidade estes falantes não sabem o que acontece com as vítimas da censura social,ou até religiosa,donde tantos tantos vivendo numa falsa transparência no segredo da consciência escondem os mesmos martírios.

O  erro e o acerto:dois rumos opostos que na mistura temporária da ÁGUA e do AZEITE nos ensina que mesmo depois de separados são úteis, e por mais perversos que possam ser os elementos da espécie humana alguma qualidade haverá de ter.

Afinal,quem somos nós para julgar os atos de quem que seja,uma vez que para mostrarmos nosso compartilhamento não podemos e nem estar fingidamente servindo ao supremo todo poderoso

Entretanto,quando falamos de AMOR boa parte de nossas imaginações devem se resumir na doação mútua,que quando mal condicionada aniquila o aperfeiçoamento e da projeção dos valores sentimentais.

 Ainda nos atuais dias,por indefinidas e dogmáticas submissões,principalmente o lado feminino não conseguem desfrutar desta beleza íntima e conjugal que é a realização do ORGASMO  divinamente concebido ...

O amor e o prazer: duas formas que somam o útil ao agradável,sintonizando seus fantasiados prazeres para os quais se não estivermos devidamente preparados,dificilmente poderemos mutuamente nos satisfazermos.

Através de um diálogo aberto estes tabus serão eliminados e desvendados,donde brotarão multiplicadas formas em fervorosos desejos.

Sintetiza o direito da liberdade,onde c ada corpo humano pode se manifestar em diferentes satisfações,as quais devemos respeitá-las.

Jamais poderemos articular sobre questões que não esteja solidificada pela estrada do humanismo em que muitas demandas quer sejam de aspectos religiosos ou não são compreendidas e pela luz do AMOR  humildemente perdoadas.

Não podemos esconder nas aparências, nas quais ofuscamos nossos propósitos de sermos autênticos,onde também retratamos atitudes impensadas e ofensivas direcionadas aos nossos semelhantes que nada tem haver com os nossos dissabores,conscientizando que mesmo na separada harmonia da ÁGUA e do AZEITE a humanidade muito ainda precisa aprender.  

GILMAR BATISTA DA SILVA Ex vereador,POETA,escritor e orador - gilmar.senatoresilva5@gmail.com

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