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Opinião
19/05/2016 10h02

Sedutor, “embrulhou-se” na sedução!!!

Por José Luiz Ayres

Certa ocasião, resolvemos quebrar a rotina e optamos pela beira mar, nos hospedando a uma pousada em Angra dos Reis, que por se encontrar fora de temporada de verão, o número de turistas era pouco expressivo, o que tornava a convivência entre os hóspedes mais aproximada.
Entretanto um casal, ele talvez cinquentão e ela bem mais nova, chamava a atenção dado ao procedimento estranho, onde se esgueirando aos cantos, denotava que não queria entrosamentos. Claro que cada qual tem o direito de ser e agir, embora a educação = seja um fundamento básico do ser humano.
Numa manhã, o tempo nublado e a brisa úmida a sudoeste, demonstravam que logo teríamos chuva. Pelas circunstâncias optamos permanecer à varanda da pousada. Todavia, alguns hóspedes não deram muita importância ao tempo enfarruscado e saíram, inclusive o casal misterioso em trajes praianos. Por volta de 10 horas se chega à portaria uma elegante mulher, já cinquentona, acompanhada de um cidadão de paletó portando uma maleta 007 e, dirigindo-se ao sorridente gerente, pôs-se a conversar. O mesmo que era só sorriso, agora com ares de surpresa, limitava-se a ouvi-la. Depois de breve monólogo, a convidou a sentar-se e aguardar em sua sala, no que a “coroa” se recusou optando por permanecer à varanda próximo a nós. Não demorou a garoa começou a cair, o que fez com que aqueles ausentes começassem a retornar. Cada pessoa que cruzava o local, a mulher esticava o pescoço, o que nos levou a imaginar uma certa preocupação tal atitude. Até que tal casal “misterioso”, abraçadinhos, penetrou ao recinto. A “coroa” elegante ao vê-los, ergueu-se da poltrona e vociferou: - Bom dia Sr. Alfredo, então foi aqui a sua viagem de visitas aos nossos representantes? O cidadão espantado, pego de surpresa, retirando o braço enleado a cintura da companheira, de olhos arregalados pelo espocar dos flash da câmera disparada pelo homem engravatado, cobrindo o rosto responde: - Eu explico querida Matilde... A companheira apavorada, até então “Senhora Matilde”, saiu de mansinho a deixar Alfredo a desembrulhar o pesado embrulho que se havia embrulhado...
Moral da história: A D. Matilde era; além de sua esposa oficial, nada mais nada menos que a dona de um importante complexo industrial, em que seu marido trabalhava como ASPONE, (Assistente de Porra Nenhuma) na diretoria. A moça, Ex. “Matilde”, era a simples arrumadeira da mansão em Petrópolis, onde o casal residia há nove anos depois de casarem-se: ele na oportunidade era apenas um dedicado supervisor de vendas, cuja promoção adveio após o enlace matrimonial, em que foi galgado ao posto de ASPONE.
Ah... esses “turistas ditos mulherengos” que se julgam eternos sedutores, mas quando veem suas seduções transformadas num castelo de areia, tornam-se uns otários a nos oferecerem momentos sedutoramente pitorescos... E a muitos... bem reflexivos com o tiro na macaca saindo pela culatra...

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