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Opinião
17/04/2019 10h03

Seu “Cornélio” e as coincidências...

Por José Luiz Ayres

Aproveitando, embora fria a magnífica manhã que despontava após uma tarde e noite chuvosa na cidade de São Joaquim, SC, cujo prenuncio de neve segundo os mu¬nícipes, era coisa mais que certa, deixamos o hotel em busca da mata circundan¬te com a finalidade de desfrutarmos não só da paisagem, como respirar um ar puro e despoluído sob um sol tímido ofuscado pela bruma que aquela manhã toldava campina.

Curtindo sob frio a saudável caminhada, ao atingirmos um platô onde permanecemos a visualizar exuberante vista, observamos pouco abaixo, um casal que entre beijos e amassos intensos, se amava. Sobre a relva, de trás de pedrucos, deitados, os dois pombinhos estavam em total êxtase amoroso.

Nos como indiscretos abelhudos e certamente “invejando-os”, ficamos a apreciá-los. De repente depois de um grito, a mulher agitada se desvencilhou do enroscamento e saiu em disparada. O companheiro se debatendo ergueu-se pulando incessante, retirou o agasalho sacando também o suéter e, apressado escafedeu-se.

Afastando-nos do mirante depois de inusitável cena, seguimos â caminhada um tanto confusos e cépticos pelo que assistimos e óbvio curiosos por saber o que levou o romântico casal à agitar e dispersar-se daquela maneira.

A tarde no hotel em conversa com um hóspede, o mesmo lastimava-se pela sua mulher, em ter sido atacadas por vorazes formigas quando encostou-se a um moerão à apreciar o gado a pastar. Desatenta não notou a presença dos insetos e dada a reação alérgica permanecia dolorida com inchaço pelo corpo, o que a privou do almoço ficando de molho no quarto.

A noite na sala de carteado no que distraíamos jogando tranca, à mesa ao lado um cidadão justificava-se aos companheiros sobre a inchação nas mãos, dizendo que fora atacado por formigas, enquanto descansava despreocupado junto a uma pedra durante a caminhada na mata. O seu parceiro surpreso, interferindo à conversa, gracejando, revelou que por coincidência sua mulher também fora atacada por formigas pela manhã, quando apreciava o gado no pasto. Por isso não veio jogar esta noite, e nem teve ânimo de deixar o apartamento.

Num estalo me veio a cabeça a cena que presenciamos pela manhã e, virando-me, observei que o cidadão das mãos inchadas me era familiar. No que concordou minha mulher, olhando-me matreiramente, descartando um valete de paus...

Moral da história: Coincidências sempre serão coincidências até que se prove o contrario...

Ah...esses “Turistas Ingênuos” como nos propiciam instantes pitorescos.Hajam coincidências, onde os “chifres” apreciados pela manhã, estavam presentes no pano verde da mesa do carteado!

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