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Opinião
09/05/2016 11h38

Vingança é prato que se come frio!!!

Por José Luiz Ayres

No hotel o qual costumávamos passar nossas férias, à cidade de Lambari, MG, numa certa ocasião em que juntamente com amigos, quatro casais, àquela manhã após o café matinal, deixamos o estacionamento no intuito de curtir em visitações outras cidades. Todavia, me causou estranheza, à presença de quatro rapazes no hotel hospedados, à área do estacionamento, notadamente pela hora, um tanto cedo para estarem acordados e, como não bastasse o ar de riso exposto no semblante dos quatro, a deixar-me com a pulga atrás da orelha. Enfim seguimos nosso rumo e lá fomos nós estrada afora.
Ao regressarmos, já com o período do almoço prestes a se encerrar, pois passava das 13,30 horas, apressados fomos à direção do refeitório. O motivo da “correria” foi a brincadeira de mau gosto que haviam efetuado nos nossos veículos, com as trocas das placas dianteiras, ou seja: O carro de são Paulo estava com a placa do nosso, no caso, Teresópolis. O nosso ficou com a de Santos e o outro com a de Sorocaba e assim se deu as alterações. Por infelicidade, havia na rodovia em direção a Varginha, uma Blitz da Polícia Rodoviária e deu-se a confusão geral com a apreensão dos veículos, cuja troca teve que ser efetuada no local após, óbvio, constatarem a irregularidade, como não bastasse termos que convencer aos patrulheiros que fomos vítimas de algum vândalo. Felizmente não fomos multados e aceitaram o argumento. A liberação dos veículos demorou quase uma hora.
No dia seguinte, os rapazes que no dia anterior encontravam-se ao estacionamento quando da nossa saída, em que tive o pressentimento que algo de anormal acontecia, desta vez com o capô aberto do seu automóvel, os quatro de pé, tentavam verificar o porquê que o mesmo não conseguia funcionar, alegando uma série de possibilidades. Indo à direção deles, sugeri que a melhor solução, seria colocá-lo na rua aproveitando a inclinação da via e empurrassem, pois tudo levava a crer que era a friagem da manhã e a falta da gasolina no depósito à partida do carro a álcool. Aceitaram a sugestão através do processo da força braçal, ou seja, empurrando-o ladeira a baixo depois de suarem na retirada do hotel com boa rampa de acesso à rua. Desceram a via abaixo empurrando e não conseguindo êxito entre várias tentativas em fazer pegar o veículo. Já quase a um quilômetro do hotel, esfalfados, suando em bica, após tentativas em vão em acionar o motor, resolveram retornar empurrando-o, só que agora rua acima.
Claro que não conseguiriam o objetivo, vez que fora introduzida habilmente e sem deixar vestígios, uma “batata” à saída do escapamento impedindo totalmente a expelir os gases do motor, descoberto no dia seguinte por um mecânico chamado.
Moral da história: Brincadeiras também se paga com brincadeiras e por isso todo gozador tem o seu dia de ser gozado, pois vingança no ” bom sentido”, é sempre um prato que se come frio...
Ah!... esses, turistas que adoram praticar suas brincadeiras se ocultando sob as dificuldades proporcionadas as supostas “vítimas”, quando recebem o troco na mesma moeda, não passam de uns babaquaras a nos presentear com instantes deliciosamente pitorescos...

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