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Sexta Feira, 23 de Agosto de 2019
São Lourenço
06/02/2019 08h58

Nos traços da tela com Henrique Selva Manara

Artista de São Lourenço se destaca no cenário cultural

Foto: Mariana Menezes


Por Mariana Menezes

No dia 24 de janeiro aconteceu, em São Lourenço, o lançamento da Revista Cult- Patrimônios de São Lourenço. A revista será anual e contará a história de diversos patrimônios culturais da cidade.

Para ilustrar as matérias foi realizado o 1º Concurso Cultural de Artes Visuais, onde as obras vencedoras seriam impressas na edição.
Seis artistas plásticos da cidade foram comtemplados.

Para homenageá-los iremos contar um pouco da história de cada um.

O primeiro entrevistado é o Henrique Selva Manara, que também começa, a partir de hoje, a escrever para o Jornal Correio do Papagaio. Sua coluna sairá todas as quartas-feiras com assuntos relacionados à arte.

Henrique Manoel Silva de Oliveira, mas conhecido pelo nome artístico Henrique Selva Manara é natural de São Lourenço, mas há alguns anos mora em Belo Horizonte.

Desenvolve trabalhos de Direção Teatral, Direção Audiovisual, Direção de Arte, Performances, além de produção e pesquisas em Pintura e Desenho desde 1999.

Na adolescência, junto com amigos, começou a se envolver com a arte, através de músicas e teatro armador. Mas, o que mais chamou sua atenção foi a pintura, já que sempre gostou e se arriscava com os traços nas telas.

Na época, em 1999, para se aperfeiçoar como artista plástico teve um professor em São Lourenço, Michel Fares. Aprendeu muito, se desenvolveu e, de aluno, se tornou assistente do artista, passando a dar aulas no ateliê do professor.

Em 2001 se mudou para Salvador para estudar artes no MAM, Museu de Artes Modernas.

Henrique conta que essa época foi um divisor de águas na sua carreira. “Convivi com uma programação cultural intensa, conheci vários artistas. Foi uma experiência muito importante para mim. Quando voltei para São Lourenço abri um ateliê, que se chamava Vila da Memória Brasileira, e comecei a expor meus trabalhos. Além de exposição, fazíamos vários eventos culturais”.

Em 2004 Henrique sentiu a necessidade de trilhar outros caminhos e aprimorar ainda mais seu talento e sua arte.

Henrique e sua mãe Maria Inês no lançamento da Revista Cult 

Mudou-se para Belo Horizonte e as portas da cultura foram cada vez mais se abrindo.

Estudou Direção Teatral e Interpretação na UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e é Mestre na linha de pesquisa Artes da Cena pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Foi diretor do espetáculo Ó o Sol inspirado no sertão de Guimarães Rosa (vencedor de melhor espetáculo no Festival de Teatro de Juiz de Fora em 2012), e de Só Maria, espetáculo inspirado na obra de Gabriel Garcia Marquez (vencedor do MOMU de 2013).

Em sua atual Performance “Histórias de Manoel”, no qual o ator se auto-dirige, Henrique desenvolve uma pesquisa onde teatro, literatura, dança e a pintura se comunicam através do corpo do ator, sendo esse corpo do ator o condutor de signos e códigos que se expressam cenicamente no momento presente e compartilhado entre autor, ator e público.

Desde fevereiro de 2015 trabalha como ator e professor de artes plásticas e teatro em Belo Horizonte.

Sobre o atual cenário cultural brasileiro, Henrique mostra sua preocupação com a arte e os artistas. “Acho que é muito sério o cenário que estamos vivendo. Não ter um Ministério da Cultura é uma extrema covardia com a população, principalmente com os envolvidos com a cultura no nosso país. Também acho que, aqui em São Lourenço, cada cidadão precisa olhar com mais carinho para nossa cultura local. Saí de São Lourenço há 15 anos, mas sou muito apaixonado pela cidade. Nunca deixei de acompanhar o movimento cultural daqui”, conta o artista.

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