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Terça Feira, 25 de Junho de 2019
São Lourenço - Notícias
03/07/2018 08h27

Mosteiro Suddhavari (Águas Cristalinas) inaugura sala de meditação

                                                                                                                                                                                                                                                         Fotos: Edu  kapps

Ajahn Mudito, monge brasileiro, Luang Pó Piak, monge tailandês e professor de Ajahn Mudito

Durante o último final de semana, o clima ameno e de pouca chuva tornou São Lourenço ideal para receber turistas em busca de tranquilidade e lazer. Contudo, ainda que possam ter passado desapercebidos, a cidade foi visitada também por viajantes interessados em um evento muito mais específico: a inauguração da sala de meditação do Mosteiro Suddhavari (Águas Cristalinas).
O mosteiro, que está situado no km 2 da Estrada Aeroporto/Conquista, na zona rural, é mantido atualmente pela Sociedade Budista do Brasil (SBB). Trata-se da mais antiga instituição brasileira voltada para a difusão do budismo, tendo sido originalmente fundada em 1955. Seu foco está no chamado Budismo Theravada, uma das várias vertentes da religião. A palavra Theravada significa “Caminho dos Anciãos” e é proveniente do páli ― idioma no qual foram escritos os primeiros textos budistas de que se tem registro.
E como surgiu a ideia de fundar um mosteiro em terras brasileiras?
Ora, durante muito tempo a SBB nutriu a aspiração de criar um local isolado e destinado à prática do Dhamma: o conjunto dos ensinamentos de Sidarta Gautama, o Buda. Quando Ajahn Mudito, monge brasileiro, voltou a residir aqui, esse projeto finalmente começou a sair do papel. Hoje, a ideia é estabelecer uma plataforma para quem queira aperfeiçoar sua prática pessoal por meio do convívio em comunidade, do silêncio, da renúncia e da meditação.
Daí a importância do projeto, que é o primeiro na linha monástica Tailandesa da Tradição da Floresta na América do Sul. Para além da sala de meditação, as obras de construção seguem em um ritmo regular: está em fase de finalização, por exemplo, um dormitório que disporá de quatro quartos individuais, propiciando aos meditadores a reclusão necessária para se distanciarem das preocupações da vida cotidiana.
Sendo assim, convidou-se Luang Pó Piak, monge tailandês e professor de Ajahn Mudito, para presidir a inauguração da sala, ocorrida no sábado (23/06). Luang Pó veio acompanhado de dois outros monges e de quatro leigos tailandeses. Durante sua breve estadia, aproveitou para conversar na sexta-feira (22/06) com meditadores na sede do Centro de Meditação Dhamma Ghara.
Entre os visitantes que prestigiaram o evento, por sua vez, estiveram pessoas de outros estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, e até mesmo alguns estrangeiros vindos do Uruguai. Estes presentearam o mosteiro com uma pequena muda da árvore bodhi ― um tipo de figueira debaixo da qual, segundo conta a tradição, o Buda teria alcançado a iluminação.
Kantasila Vihara (Templo da moralidade perfeita)foi o nome escolhido para batizar a sala. Ela estará aberta ao público de segunda a sexta-feira, às seis da manhã, e no sábado, às oito da manhã, para a prática da meditação. Nos domingos às dezesseis horas será possível, além de meditar, ouvir uma palestra do abade. Durante as atividades nos finais de semana haverá espaço também para práticas devocionais e para perguntas e respostas. Toda a comunidade é bem-vinda.


Luang Po Piak presidio a meditação junto com seus alunos

 

Vieram turistas de vários estados para a inaguração

 



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