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Terça Feira, 23 de Outubro de 2018
São Lourenço - Notícias
13/07/2018 08h40

Veterinária do Canil Municipal de São Lourenço faz um alerta para quem tem animais

A doença esporotricose está cada vez mais comum nos gatos e cachorros

                                                                                      Foto: Divulgação internet

Por Mariana Menezes

A doença de esporotricose é uma zoonose, ou seja, uma doença que pode ser transmitida de animais para pessoas e tem acometido animais em São Lourenço, principalmente os gatos.

Segundo a veterinária do Canil Municipal, Thaís de Matos, o agente desta doença é um fungo, normalmente em maior quantidade na natureza, em locais húmidos, como areias, terras ou madeiras. Por isso, os animais, em especial felinos, como os gatos, podem se contaminar mais facilmente ao escavarem para enterrar as fezes ou arranhar as árvores para afiar as unhas. Outra forma de contaminação é através de feridas já abertas na pele dos animais. “Eu me preocupo muito pela falta de conhecimento da população em relação à doença. A maioria das pessoas não sabem o que é a esporotricose, por se manifestar como uma ferida, que pode parecer um simples machucado, mas não é”, esclarece.

A doença atinge os animais, geralmente na orelha, na narina e patas, e tem uma aparência parecida com uma micose. Por achar que é apenas um machucado, o dono trata como tal e não faz o tratamento específico. Sem o tratamento adequado, as pessoas podem adquirir a doença através de mordidas ou arranhões que sejam feitos pelos animais infectados com o fungo nas unhas ou dentes.
Em humanos, a doença provoca a formação de nódulos que geram feridas na pele e pode atingir vasos linfáticos próximos ao local, mas pode também afetar ossos, pulmão e articulações.

Thaís esclarece que o tratamento da esporotricose é lento e dolorido, tanto nos animais, como nos humanos. “A duração do tratamento é de no mínimo seis meses, sendo muito doloroso e de alto custo financeiro. A doença não se fecha como uma doença comum.”

Sobre o Canil:

O Canil Municipal atende apenas os moradores da cidade. Trabalha como um sistema misto de saúde e proteção. De proteção, porque o canil é um abrigo para animais de rua e, de saúde, porque faz um trabalho de controle populacional, com atendimentos e castrações de forma gratuita.

Atualmente, além da castração gratuita de cães e gatos, o Canil Municipal oferece também atendimentos básicos aos animais durante a semana. Para ter acesso aos serviços, os interessados precisam fazer um agendamento prévio.
O canil possui cerca de 300 cachorros e 70 gatos, entre machos e fêmeas. Ao todo, a unidade tem 50 baias para alojar os animais.
“Toda a população que estiver precisando e não tiver condições para ir até uma clínica particular, pode nos procurar que podemos atender e fazer o procedimento aqui no Canil Municipal”, esclarece a veterinária.

Mas, o canil está com super lotação, e não consegue receber mais animais. Os atendimentos continuam sendo feitos, porém não tem como o animal ficar no local.

O canil é mantido pela Prefeitura, porém há uma necessidade de materiais, pela alta demanda de animais. Quem quiser ajudar os trabalhos desenvolvidos de alguma forma, é só entrar em contato e ser um voluntário.

O Canil Municipal funciona de segunda a sexta-feira, das 9h ao 12h, para atendimento ao público. Cirurgias são agendadas de segunda a quinta-feira e está localizado na Rua Maria da Gloria Andrade Ensa, nº 63 – S. Lourenço Velho.

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