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Sindijori
03/10/0219 15h47

COLUNA MG - Rede de Notícias do Sindijori MG - 03/10/2019

AgroNordeste deve ter aporte de R$ 5 bi

AgroNordeste deve ter aporte de R$ 5 bi

O programa AgroNordeste, lançado pelo governo na última terça-feira, 1, por meio de Medida Provisória (MP), que deve fazer aporte de R$ 5 bilhões no agronegócio do Nordeste do país, vai contemplar também o Norte de Minas. O objetivo é alavancar o desenvolvimento agropecuário nos nove estados do Nordeste, mais a região norte-mineira, onde vão ser beneficiados produtores rurais de mais de 30 municípios. O programa conta com uma série de ações ligadas a ampliação de crédito, à desburocratização de transações rurais e ao financiamento de dívidas de produtores. (O Norte- Montes Claros)

Número de mortes por dengue chega a 19

Mais uma morte por dengue foi confirmada em Uberlândia. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 1, através do Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Esse é o 19º óbito registrado na cidade desde o início do ano. Ainda de acordo com o documento, o município segue com incidência muito alta da doença, contabilizando taxa de 4.720,25 para cada 100 mil habitantes. Em contrapartida, o número de casos suspeitos diminuiu desde o último registro publicado pelo Diário de Uberlândia no mês de agosto. Na época, a quantidade de casos era de 32.840 e agora está em 32.251. (Diário de Uberlândia)

Parque do Rio Doce passará por recuperação

Após trabalho e dedicação, o incêndio no Parque Estadual do Rio Doce (Perd) foi controlado por bombeiros militares, brigadistas e voluntários. A chuva que ocorreu na região nesses dias anteriores também contribuiu para diminuir a intensidade das chamas na área de preservação. O gerente do Perd, Vinícius de Assis, informou que não há mais focos de incêndios no parque e que agora são realizadas operações de rescaldo em algumas áreas. "No Perd tem várias árvores muito grandes e bem velhas, que têm um potencial de combustão muito alto, inclusive, algumas são oleaginosas, o que contribuiu para o fogo. Portanto, estamos fazendo essas operações de rescaldo, com o intuito de evitar a volta do incêndio", explicou. (Diário do Aço - Ipatinga)

UFOP é contemplada em programa  

A Universidade Federal de Ouro Preto foi contemplada pelo programa Capacitação e Internacionalização para o Ensino Superior, promovido pela British Council e criado por instituições do Reino Unido e do Brasil. O programa propicia a cooperação entre instituições dos dois países e oferece também financiamento para fortalecer a capacidade de internacionalização das universidades brasileiras através do conhecimento e experiência das universidades britânicas. A participação da UFOP vai ocorrer por meio do Programa de Pós-Graduação em Evolução Crustal e Recursos Naturais, em parceria com a School of Earth and Environmental Sciences, da Universidade de Portsmouth (UoP), e o Programa de Pós-Graduação em Geociências da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). (Portal da Cidade- Mariana)

Mais da metade não realizou biometria

A baixa procura pelo recadastramento biométrico continua preocupando a Justiça Eleitoral de Juiz de Fora. Cerca de 227 mil eleitores, 57% dos 397.841 que compõem o colégio eleitoral juiz-forano, ainda não realizaram o processo. Em matéria divulgada pela Tribuna em 14 de setembro, o número de pessoas aguardadas nas centrais de atendimento era de 228.188, ou seja, em cerca de duas semanas, pouco mais de mil eleitores compareceram para regularizar a situação. Pensando em formas de modificar este panorama, a Justiça Eleitoral vai fazer plantão neste sábado, 5, entre 9h e 15h, na Câmara Municipal. (Tribuna de Minas- Juiz de Fora)

Pesquisa sobre vigilância  é realizada

Até sexta-feira, 4, Pará de Minas, que está na Região Ampliada Oeste, vai executar um projeto de Avaliação de novas alternativas de vigilância e controle do Aedes aegypti e Aedes albopictus, considerados os principais vetores de arbovírus de importância em saúde pública, entre elas dengue, Zika e chikungunya. A pesquisa que é uma novidade promovida pelo Ministério da Saúde e Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) tem a parceria da Secretaria de Estado de saúde de Minas Gerais (SES-MG). O projeto vai ter duração de 15 meses e tem objetivo de avaliar ovitrampas como metodologia de indicação de risco e monitoramento de eficácia de ações de novas alternativas de controle do mosquito transmissor da Dengue, Zika e chikungunya. (JC Notícias- Pará de Minas)

Aulas de iniciação musical para crianças

A Secretaria de Cultura de Formiga está oferecendo aulas de inicialização musical para crianças de 6 a 8 anos.  As aulas são ministradas pelo professor Deyvid Alves e ocorrem no Centro Cultural Claudinê Sílvio dos Santos (Casa do Engenheiro) às terças-feiras, às 8h40 e às quintas-feiras, a partir das 13h. As inscrições estão abertas e podem ser feitas com Deyvid nos dias das aulas.  Para participar é importante que o aluno leve uma flauta doce soprano (barroca), que vai ser utilizada como instrumento musicalizador.  (Jornal Nova Imprensa- Formiga)

Por Minas!

Flávio Roscoe é presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Sistema Fiemg)

De acordo com a proposta de orçamento para 2020, encaminhada nesta terça-feira àAssembleia Legislativa de Minas Gerais, o governo do Estado começará o ano devendo R$ 13,3 bilhões: as receitas previstas chegam a R$ 103,5 bilhões e as despesas atingem R$ 116,8 bi. Este é o cenário, se nada for feito em regime de "urgência, urgentíssima" para reverter a situação de absoluto desequilíbrio fiscal acumulado ao longo de anos e décadas. Como não existe milagre e/ou mágica em economia, uma continha básica de aritmética, de somar e diminuir, mostra que vai faltar dinheiro. Muito dinheiro.

As consequências são previsíveis e sinalizam o agravamento e continuidade do cenário atual: atraso e parcelamento no pagamento dos servidores públicos, incluindo o 13º salário, atraso também no repasse de transferências aos 853 municípios mineiros e menos dinheiro - muito menos - para financiar programas e projetos nas áreas de serviços essenciais demandados pela população - como saúde, educação e segurança pública. Também se frustrarão planos de médio e longo prazo elaborados pelo governo para promover o desenvolvimento econômico e social do estado.

Um exemplo: neste momento, o governo do Estado trabalha com a meta de atrair R$ 150 bilhões em novos projetos no campo da economia e da indústria, com a possibilidade firme de geração de 600 mil empregos. Se o quadro de desequilíbrio e incertezas não for revertido, esse projeto se inviabilizará: investidores buscam sempre ambientes nos quais predominam a estabilidade fiscal e a segurança jurídica. A ausência dessas variáveis leva ao caos e afugenta empreendedores que em outras circunstâncias viriam para Minas Gerais.

O governador Romeu Zema foi eleito para fazer grandes mudanças, devolvendo a Minas Gerais a importância que sempre teve na política e a dignidade de que sempre desfrutou no cenário nacional - e Minas não pode mais esperar. Se o orçamento do próximo ano já indica dificuldades, no médio e longo prazo as perspectivas são ainda mais graves e preocupantes. O déficit previsto para 2020 é de R$ 13,3 bilhões, as finanças do governo estadual registram uma dívida herdada do governo anterior da ordem de R$ 35 bi e uma dívida acumulada de R$ 116 bi. Se nada for feito, chegaremos ao final do atual governo com uma dívida de R$ 230 bi. É a insolvência plena, quase irreversível.

A solução visível no horizonte, muito provavelmente a única possível, é a adesão ao Plano de Recuperação Fiscal criado pelo governo federal justamente para apoiar unidades federativas - os estados - em situação de quase falência. Não é obrigatório. Trata-se de um plano por adesão, que somente será aceita pelo governo federal se o Estado interessado preencher três pré-requisitos que atestem a precariedade extrema de sua situação fiscal: grau de endividamento, nível dos gastos com pessoal (ativo e inativo) à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal e situação de "caixa" do Tesouro Estadual. Minas Gerais, lamentavelmente, preenche os três itens.

Vale dizer: se pudéssemos "zerar" as dívidas e reiniciar as atividades do governo estadual agora, em outubro de 2019, sem uma reestruturação das contas, dentro de um ano Minas Gerais já estaria, novamente, em situação de dificuldade de caixa. Grandes mudanças precisam ser feitas e os parlamentares e o povo mineiro precisam estar unidos para promovê-las o mais rapidamente possível.

O Plano de Recuperação Fiscal prevê, justamente, essas mudanças. São ações estruturantes e que, ao final, devolverão ao estado condições para retomar os trilhos de crescimento econômico forte e sustentado, de avanços sociais em áreas fundamentais para a população. São, igualmente, ações que propiciarão a retomada da produção e, com ela, a retomada da criação de empregos, imprescindível em um país com mais de 12 milhões de desempregados, parte expressiva deles em Minas Gerais.

A população precisa entender a necessidade inarredável de medidas cruciais, como a privatização de empresas estatais e a reforma da previdência no âmbito do Estado, similar àque foi aprovada pelos deputados federais e agora tramita no Senado. Não são decisões simples, mas sabemos que os parlamentares mineiros estão preparados para conduzi-las. Confiamos que, ao votá-las, no plenário da Assembleia Legislativa, nossos 77 deputados estaduais saberão fazer, de forma madura, as escolhas certas para Minas Gerais.

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