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Sindijori
16/07/2019 09h29

COLUNA MG - Rede de Notícias do Sindijori MG - 16/07/2019

Presídio recebe investimento em saúde

Presídio recebe investimento em saúde

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) assinaram um termo que vai direcionar R$ 14.857.663,18 para unidades de saúde do sistema prisional mineiro. O Termo é o de Descentralização de Crédito Orçamentário (TDCO) para a promoção da atenção à saúde no sistema prisional. O Presídio de Araguari, inaugurado em 2004, figura entre as unidades contempladas pela medida, conforme divulgado pela assessoria da SES. O recurso vai ser utilizado para custear ações que promovam melhorias na prestação de serviços básicos de saúde de 22 unidades prisionais habilitadas no Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES). (Gazeta do Triângulo- Araguari)

Roscoe defende união em Patos de Minas

Cenário econômico de Minas Gerais e do Brasil, em um panorama bem realista; desafios das indústrias e a necessidade de união de toda a comunidade pelo bem coletivo. Esses foram os temas centrais da mensagem do presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, durante o Encontro com Empresários, em sua visita à Fiemg Regional Alto Paranaíba, em Patos de Minas. "O problema do Brasil é a omissão dos brasileiros. Precisa haver engajamento para se promover a transformação definitiva da sociedade", enfatizou. O presidente salientou que, quando muitos estão unidos em torno de um propósito coletivo, os resultados aparecem. "É o que se aprende com o associativismo", reforçou. Ele transmitiu ainda lições sobre a gestão empresarial. (Folha Patense - Patos de Minas)

Belgo anuncia investimentos em Itaúna

A unidade itaunense da Belgo-Mineira Bekaert (BMB) vai receber novo investimento. Desta feita será a instalação da linha de produção do arame de amarração dos pneus, que funciona em Osasco, São Paulo, em Itaúna. Conforme o prefeito Neider Moreira, será um investimento de cerca de R$ 200 milhões e geração de 120 empregos diretos. Na visita à fabrica da BMB, o prefeito conhecia as obras de expansão da empresa, já anunciada anteriormente, que vai aumentar a produção de cordoalha de aço com investimentos de R$ 120 milhões e geração de 200 empregos. "Esta unidade que já está em expansão vai chegar a cerca de 1.200 empregos, faturamento de R$ 1 bilhão/ano e será a maior da América Latina no setor", disse o prefeito. (Folha do Povo - Itaúna)

Juiz de Fora perde 8 a cada 10 orelhões

Em seis meses, Juiz de Fora perdeu ao menos 1.758 aparelhos de telefones públicos, popularmente conhecidos como orelhões. A informação é da Oi, responsável pela manutenção do serviço da cidade, que confirmou haver, atualmente, 373 equipamentos no município, contra 2.131 que estavam ativos em janeiro deste ano. A redução é resultado das novas determinações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que adotou uma série de medidas para alcançar melhorias nas tecnologias voltadas para a telefonia móvel. (Tribuna de Minas- Juiz de Fora)

Secretaria se reúne com Iepha para mudanças

A Secretaria de Cultura de Divinópolis participou de uma reunião com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), com o intuito de discutir as novas diretrizes do município. O encontro aconteceu nesta sexta-feira, 12, em Belo Horizonte. Junto com o Secretário de Cultura, outros profissionais também marcaram presença. O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico é uma fundação vinculada à Secretaria de Estado de Cultura que atua no campo das políticas públicas de patrimônio cultural. (Gazeta do Oeste- Divinópolis)

Navegação em Furnas será tema de debate

No dia 22 de julho vai ser promovido pela Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago) um importante encontro para debater a "Navegação Associada à Geração de Energia, ao Turismo e ao Desenvolvimento Regional" no Lago de Furnas. O evento é mais uma edição do programa "Diálogos Hidroviáveis", uma iniciativa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que busca integrar ações e projetos em prol do desenvolvimento sustentável. O evento vai ocorrer em Alfenas contará com vários debatedores e palestrantes que são nomes de peso no setor. (Nova Imprensa- Formiga)

3° Feme vai ser realizado em Ouro Preto

Ouro Preto recebe no dia 09 de agosto o 3º Feme - Fórum Estadual das Mulheres Empreendedoras com o objetivo de integrar e difundir as ferramentas de gestão e empreendedorismo entre as mulheres. O evento vai contar com práticas que vão proporcionar o desenvolvimento das empresas a partir de palestras, oficinas e workshops. Este ano, com o tema "Crescimento de negócios gerenciado por mulheres" o Fórum vai ter ainda como foco a atividade Gira Mercado, coordenada pelo Sebrae, que vai funcionar como uma rodada de negócios.  (Jornal Voz Ativa- Ouro Preto)

Prefeitura faz Casamento Comunitário

A Administração Municipal através das secretarias de Ação e Promoção Social e de Governo promove a primeira edição do "Casamento Comunitário" em Araxá. O evento vai reunir cerca de 700 pessoas, entre familiares, autoridades e convidados. O secretário Moisés Cunha, explica que os casais participantes possuem uma situação de vulnerabilidade social, sendo casais que realmente não tem condições de oficializarem a união. A oportunidade concedida pelo casamento comunitário 2019 permitirá que diversas famílias realizem o sonho de consolidar a união no civil e também no religioso. Ressalta que para os 45 'sins' acontecerem de forma perfeita, uma grande equipe formada por servidores e parceiros, foi mobilizada. (Diário de Araxá)

Implantação do Bloco K e do e-Social

FIEMG pede a extinção de obrigações acessórias tributárias e trabalhistas

O Brasil ocupa, em rankings internacionais de competitividade, as últimas posições. As empresas estão sufocadas por uma das maiores cargas tributárias do mundo, por custos logísticos e de capital recordes e por custos trabalhistas que só existem no país. É neste contexto que a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) apresenta, de forma enfática, sua posição contrária à implantação de novas obrigações acessórias impostas às empresas do país: o Bloco K e o e-Social.

Além da enorme carga tributária existente, o governo impõe às empresas brasileiras "impostos ocultos" que só existem em razão da irracional complexidade do sistema tributário. As empresas gastam quase seis vezes mais tempo para cumprir as normas tributárias e trabalhistas que suas concorrentes latino-americanas - 1.958 horas anuais contra 332 horas/ano. A comparação é ainda mais grave quando é feita com empresas de países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cuja média é de 161 horas - 12 vezes menos que no Brasil.

A implantação de novas obrigações acessórias tributárias e trabalhistas é mais um entrave à retomada da economia brasileira. Para a FIEMG, o Bloco K e o e-Social são instrumentos inaceitáveis e invasivos, na medida em que impactam a competitividade, a liberdade de empreender e até a preservação de segredos industriais.

O ritmo de promulgação de novas normas tributárias e trabalhistas têm aumentado no Brasil. Desde 1985 até 2016, a quantidade de normas tributárias editadas no país cresceu em ritmo acelerado. Na esfera municipal, estadual e federal foram 377.566, sendo, praticamente, 32 normas por dia útil. Estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) destacam que são necessários mais de 150 dias de trabalho para que se produza o equivalente à carga tributária no país (153 dias em 2017). Os custos para que as empresas estejam em conformidade com as exigências são estimados entre 0,32% e 1,66% da receita bruta das companhias abertas.

"O Bloco K e o e-Social são instrumentos de controle absolutamente excessivos e desnecessários. Temos que nos mobilizar para eliminar essas iniciativas. Elas ferem a competitividade nacional, ferem a liberdade de empreender e ferem até mesmo a privacidade dos funcionários", afirma o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe.

Na edição de 2018 do ranking Doing Business do Banco Mundial, o Brasil encontra-se na 184ª posição (entre 190 países) de pagamento de tributos, resultado que é influenciado substancialmente pelo elevado tempo gasto para o cumprimento de obrigações tributárias e trabalhistas no país.

No quesito "Tempo gasto no cumprimento de obrigações tributárias e trabalhistas", o Brasil situa-se na última posição do ranking, sendo necessárias 1.958 horas, em média, para que uma empresa de médio porte cumpra com suas obrigações tributárias e trabalhistas. A redução do tempo gasto com o cumprimento de obrigações tributárias e trabalhistas equivaleria a uma disponibilização de, aproximadamente, 7,2% da equipe alocada em atividades administrativas para funções ligadas diretamente à produção. Essa economia de recursos decorrente da redução do tempo gasto no cumprimento de obrigações tributárias e trabalhistas seria equivalente a 0,33% da receita bruta da indústria e permitiria o financiamento de investimentos da ordem de, pelo menos, 0,17% do PIB.

Caso o tempo gasto com o cumprimento de obrigações tributárias fosse reduzido para a média da OCDE (161 horas), a economia resultante equivaleria a 0,39% da receita bruta da indústria e permitiria o financiamento de investimentos equivalentes a 0,2% do PIB.

Os dados da Pesquisa Industrial Anual/2016 do IBGE mostram que as indústrias brasileiras com mais de 30 trabalhadores alocam algo em torno de 30% da força de trabalho a atividades não-ligadas à produção industrial, tais como tarefas administrativas.

As iniciativas deslocam recursos que poderiam ser investidos nas atividades produtivas das empresas, gerando emprego e renda, para atividades administrativas, que já representam um patamar elevado na composição de custos de mão de obra das empresas.

As micro e pequenas empresas serão mais severamente impactadas, na medida em que terão que ampliar os seus quadros de recursos humanos, alterar rotinas e investir em softwares, em um momento de frágil recuperação da economia brasileira.

Prejuízos às empresas

Em 2018, a FIEMG conseguiu uma vitória para as indústrias mineiras e seus sindicatos empresariais associados. A entidade atuou para que as empresas não tenham a obrigatoriedade de apresentarem o Registro 0210 do Bloco K. A manutenção da exigência imporia a obrigação de prestar informações sobre o consumo específico padronizado e a perda normal percentual de um insumo ou componente para se produzir uma unidade de produto.

A possível implementação do Bloco K, por parte do governo federal para o setor produtivo e o envio desses dados, traz o risco do aumento de custos produtivos, em um momento econômico delicado para o setor.

Para cumprir as exigências do Bloco K, as empresas precisarão fazer investimentos para modificar sua rede de armazenamento de dados e treinar pessoal para atendê-las. É necessário o desenvolvimento de softwares específicos, serviços de tecnologia de elevado custo não compatível com a disponibilidade de caixa das empresas.

Entenda:

Bloco K

A implantação do Bloco K, pelo Governo Federal, exigirá, por parte das empresas, o envio do livro Registro de Controle da Produção e do Estoque por meio do chamado "Bloco K". A obrigatoriedade é parte do programa do Sped Fiscal. Com essa mudança, as empresas passarão a registrar todas as entradas e saídas de produtos, bem como as perdas do processo.

Todas as empresas industriais terão a obrigatoriedade de informar detalhadamente o volume de estoques e de produção no Bloco K. Deverá constar todo o processo produtivo, como o estoque mensal de matérias-primas, produtos acabados, produtos em processo, perda padrão, ordens de produção e o detalhamento dos insumos consumidos no processo de fabricação.

A FIEMG pleiteia um layout simplificado e padronizado. A indústria argumenta que o nível de detalhamento exigido pelo Bloco K representa uma potencial ameaça de violação de fórmulas protegidas por segredo industrial.

e-Social

O e-Social informa ao governo todas as informações trabalhistas sobre os funcionários de uma empresa. Por esse sistema o empresário deve detalhar, por exemplo, como e quando eles são admitidos, promovidos, demitidos, entram em férias, afastados, e muitos outros dados.

A implantação do e-Social vai na contramão das premissas do Governo de melhoria do ambiente de negócios, de aumentar a produtividade das empresas e de gerar fôlego para a retomada da economia. Não se pode dificultar ainda mais o desempenho das empresas, burocratizando processos e aumentando as multas, inclusive, por possíveis equívocos de fiscalização. O e-Social gera riscos desnecessários às empresas e custos altíssimos de implantação, principalmente para micro e pequenas empresas. Este processo resulta em enorme custo para as empresas, já sufocadas por tantos encargos.

A adaptação das empresas nacionais visando o cumprimento de prestação de informações em curto prazo de tempo tende a agravar os custos de conformidade impostos às empresas brasileiras, implicando em maior perda de competitividade.

Os riscos de passivos tributários não intencionais aos quais as empresas de todos os portes estão sujeitas com o e-Social são enormes, uma vez que as informações prestadas terão valor fiscal, não havendo tolerância para erros cadastrais. Um lançamento errado, por exemplo, será passível de multa, que pode ser dobrada em caso de reincidência - além disso, necessitará de autorização do Governo Federal para alteração, desconsiderando a enorme burocracia que pauta a atividade pública.

É importante que as informações dos empregados estejam sempre atualizadas durante o período em que existe vínculo empregatício. Desde o número do CPF do colaborador, até seu endereço e sobrenome de casado, por exemplo - todos os dados cadastrais precisam estar corretos no sistema, o que nem sempre depende da própria empresa. A multa é de R$ 600 por empregado.

Antes do e-Social, a empresa tinha até o sétimo dia do mês seguinte para comunicar a admissão de um colaborador e as informações eram enviadas através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Pelo novo sistema, os dados passam a ser enviados, no máximo até um dia antes do empregado começar seu trabalho na empresa. Caso a empresa não informe a admissão no tempo esperado, terá de pagar multas de R$ 3.000 a R$ 6.000, e, ainda, R$ 800 a cada empregado não registrado no caso de micro ou pequena empresa.

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