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Soledade de Minas - Notícias
02/05/2013 10h55

Criação de pacas em Soledade de Minas evita caça predatória

Empresa acompanha o produtor rural Adilson Campos Pimenta em sua criação de pacas.

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) acompanha o produtor rural Adilson Campos Pimenta em sua criação de pacas, na Fazenda Floresta, em Soledade de Minas. Pimenta tem licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para criar e comercializar pacas. O animal silvestre é o segundo maior roedor do Brasil, perdendo apenas para a capivara. Sua carne tem público certo que pode comprá-la de criadores autorizados, que garantem a procedência e que não precisam mais recorrer à caça predatória.

Em Minas Gerais existem apenas quatro criadores de pacas legalizados. Autorizados pelo Ibama, os criadouros permitem que os apreciadores da carne de animais silvestres da fauna brasileira, como a capivara e a paca, possam saboreá-la em bons restaurantes brasileiros. E a produção de Adilson Pimenta é destinada para o melhor restaurante de São Paulo.n

A criação de pacas de Pimenta tem uma história interessante. Começou por acaso. O produtor conta que um amigo criava dois casais de pacas em casa, no município de Caxambu. Como este amigo estava com a saúde fragilizada e não poderia cuidar delas, resolveu doá-las para Pimenta. Os animais se reproduziram e foi necessário transportá-los para a Fazenda Floresta, propriedade do criador, no bairro Taboão, em Soledade de Minas. Como o produtor mora em Caxambu e cria as pacas em Soledade de Minas, recebe assistência da Emater-MG das duas cidades. Na atividade iniciada há 20 anos o produtor cria 300 pacas.

Adilson Pimenta é acompanhado pelos extensionistas Marcos Antônio de Morais, de Soledade de Minas e, André Henriques, de Caxambu. Segundo avalia Marcos Morais, com a criação de pacas o produtor rural evita a caça predatória. “Atualmente, a criação de animais silvestres com objetivo de mercado, como é o caso da paca, é apontada como uma das alternativas para preservar algumas espécies da fauna brasileira, especialmente as espécies que sofrem com a caça e a destruição de seus ambientes, o que pode levar a sua extinção”.

Os animais não são abatidos na fazenda. São vendidos vivos, com um ano de idade, depois de ser bem alimentados com frutas agroecológicas da própria fazenda. Além das frutas, cada uma das pacas é alimentada com 500 gramas de farelo de trigo misturado com sal fino comum.

O técnico da Emater-MG, Marcos Morais, informa que no acompanhamento de mercado, uma paca viva de seis quilos custa R$500. E um quilo de paca abatida em São Paulo chega a valer R$80. Porém, para se dar bem neste mercado restrito, um produtor tem muita coisa para aprender.


 

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