12/12/2022 16h00
22,02% dos domicílios sobreviviam sem qualquer renda do trabalho, diz Ipea
O PaÃs chegou ao terceiro trimestre deste ano com 22,02% das famÃlias sobrevivendo sem qualquer renda oriunda do mercado de trabalho, apontou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de DomicÃlios ContÃnua (Pnad ContÃnua), do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE).
Embora o contingente de lares sem renda do trabalho seja expressivo, o resultado é ligeiramente melhor que o registrado no segundo trimestre, quando 22,20% dos domicÃlios viviam sem renda do trabalho. Há um ano, no terceiro trimestre de 2021, essa fatia era de 22,99%. No auge do choque provocado pela pandemia de covid-19, no segundo trimestre de 2022, a proporção de domicÃlios sem renda do trabalho chegou a 28,55%.
"No segundo trimestre de 2021, a proporção de domicÃlios sem renda do trabalho iniciou uma queda, refletindo a recuperação da população ocupada. No terceiro trimestre de 2022, ela situou-se em 22%, mantendo-se em nÃveis semelhantes aos observados imediatamente antes da pandemia", escreveu Sandro Sacchet de Carvalho, técnico de planejamento e pesquisa na Diretoria de Estudos e PolÃticas Macroeconômicas do Ipea, em Carta de Conjuntura.
Na passagem do segundo para o terceiro trimestre de 2022, houve um aumento da proporção de domicÃlios na faixa de renda mais alta, de 2,13% para 2,27%, e uma diminuição da proporção na faixa de renda mais baixa, de 27,43% para 26,64%, observou o Ipea.
No entanto, entre os que permaneceram no grupo de domicÃlios com menor remuneração do trabalho, o desempenho da renda domiciliar efetiva foi pior. No grupo de lares com renda domiciliar do trabalho considerada muito baixa, houve queda de 3,86% nos rendimentos auferidos em relação ao montante recebido um ano antes. Já a faixa mais rica foi a única a mostrar aumento da renda domiciliar efetiva no perÃodo de um ano, alta de 1,48%.
Fonte: Estadão Conteúdo