25/09/2017 12h50
Abecs reitera previsão de que mercado de cartões deve crescer entre 5,5% e 7,5%
A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) reiterou sua expectativa para o desempenho do setor de cartões neste ano, de alta de 5,5% a 7,5% em relação a 2016. O segmento, conforme o presidente da entidade, Fernando Chacon, deve entregar expansão mais próxima do topo do guidance divulgado para este exercÃcio, caminhando, assim, para retomar o avanço de dois dÃgitos no ano que vem.
"Esperamos encerrar o ano de 2017 já perto dos dois dÃgitos de crescimento. Com o crescimento da economia no ano que vem, de 2% a 3%, melhora do comércio e substituição dos meios de pagamentos, esperamos encerrar 2018 com expansão de dois dÃgitos", afirmou Chacon, em coletiva de imprensa, na manhã desta segunda-feira, 25, ponderando que uma mudança no apetite dos bancos para crédito pode potencializar o desempenho do mercado.
Ele explicou que a volta aos dois dÃgitos de expansão, após dois anos de apenas um dÃgito de crescimento, deve ser motivada mais pela substituição dos meios de pagamentos do que de aumento de base. "A despeito das dificuldades do Produto Interno Bruto (PIB), o setor de cartões continua forte e dando sinais de que vai contribuir para o crescimento e retomada da economia brasileira", disse Chacon.
Segundo ele, a tendência da inadimplência do cartão é de queda. Ao final de junho, o indicador estava em 7,4% ante 5,7% da carteira de crédito à pessoa fÃsica.
Na primeira metade do ano, de acordo com a Abecs, o setor de cartões totalizou R$ 580 bilhões, montante 6,3% maior que o visto no mesmo perÃodo do ano passado. Do total, os cartões de crédito somaram R$ 354 bilhões, aumento de 5,1% ante idêntico intervalo do ano passado. Já os plásticos de débito registraram R$ 226 bilhões, aumento de 8,4%, na mesma base de comparação.
No segundo trimestre, o setor de cartões movimentou R$ 295 bilhões, alta de 6,7% em um ano. A participação dos cartões no consumo das famÃlias chegou a 28,5% ao final de junho, acima de igual intervalo do ano passado, de 27,9%. Tal aumento, conforme a Abecs, reflete a substituição dos meios de pagamento no Brasil, com os consumidores usando mais cartão que dinheiro ou cheque.
Fonte: Estadão Conteúdo