23/05/2017 20h30
Acordo sobre a dívida da Grécia enfrenta entraves, com eleição na Alemanha
No fim da noite de segunda-feira, a Alemanha e o Fundo Monetário Internacional (FMI) decidiram voltar a discutir a questão da dÃvida da Grécia apenas depois das eleições alemãs. Atenas está sob forte pressão para aceitar, até meados de junho, um acordo entre seus credores para adiar mais as discussões sobre a reestruturação de sua dÃvida de 315 bilhões de euros (US$ 353 bilhões).
O resultado, se confirmado, manteria a crise da dÃvida da Grécia em compasso de espera durante vários meses, possivelmente até o próximo verão europeu. Isso poderia evitar que o tema atrapalhasse na polÃtica dos maiores paÃses europeus, mas atrapalharia a recuperação econômica grega. Uma autoridade presente no diálogo em Bruxelas disse que um adiamento "resolveria o problema de todos, exceto o da Grécia".
O FMI diz que não emprestará mais dinheiro à Grécia até que os credores da zona do euro digam quanto irão dar de desconto na dÃvida de Atenas. A Alemanha, que terá eleições em setembro, não quer entrar no assunto porque ele pode impor um custo alto para seus contribuintes, com impactos eleitorais. Mas Berlim quer que o FMI volte ao acordo sobre a Grécia, após três anos.
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, rejeitou o acordo por telefone, de Atenas. Para ele, adiar o tema significa não ter vantagem nenhuma, após duras negociações. Por ora, a zona do euro oferece à Grécia um novo pacote de ajuda para seus pagamentos de dÃvida no verão local, mas sem alÃvio da dÃvida nem qualquer impulso econômico. Fonte: Dow Jones Newswires.
Fonte: Estadão Conteúdo