13/01/2018 09h50
'Agora, podemos voltar a nos dedicar ao dia a dia, à operação', diz Teles
Alçado à presidência da Oi no fim de dezembro, após a renúncia do executivo Marco Schroeder, o advogado Eurico Teles, nascido em Piripiri (PI), disse que nunca imaginou que assumiria o leme da companhia. "Comecei como estagiário em 1979 e fui efetivado dois anos depois. Não achei que iria tão longe."
Ao jornal O Estado de S. Paulo, Teles afirmou que sua meta é que a companhia volte a ocupar um lugar de destaque no mercado nacional.
Quais são as estratégias para fazer a Oi voltar a crescer?
Somos uma companhia presente no PaÃs inteiro, que atende de forma exclusiva milhares de municÃpios, que gera mais de 130 mil empregos diretos e indiretos. Agora que a questão da dÃvida está sendo equacionada, poderemos voltar a nos dedicar exclusivamente ao nosso dia a dia, à s operações. Com o dinheiro novo que vai entrar via aumento de capital (R$ 4 bilhões), vamos aumentar nosso patamar de investimentos de uma média anual de R$ 5 bilhões para R$ 7 bilhões. Os três principais pilares serão aumento da cobertura 4G, expansão da rede de fibra ótica e projetos de digitalização.
O grupo passou por revezes nos últimos meses. Há risco de os acionistas barrarem o plano de reestruturação na Justiça?
Acreditamos que, da forma como o plano foi aprovado, por quase unanimidade dos credores, diminui bastante as chances de prosperar qualquer tipo de contestação judicial do plano. O próprio despacho do juiz ao homologar o plano é muito claro neste sentido. Entendemos que é legÃtima a manifestação daqueles que não ficaram satisfeitos, mas agora é preciso olhar para frente e seguir com as etapas previstas no plano.
Há expectativa de atrair novo investidor ainda este ano?
Ao longo do processo de recuperação judicial, esse tema caminhou em paralelo à s negociações. Recebemos interessados e abrimos informações sobre nosso negócio. Agora, com o plano aprovado e homologado, continuaremos trabalhando esse tema em paralelo, auxiliando eventuais interessados em fazer "due dilligence" (auditoria) na companhia. É natural que, com a dÃvida equacionada, a Oi desperte interesse em grandes investidores que queiram se tornar sócios estratégicos.
Há previsão de mudança no corpo executivo do grupo? Se sim, como será esse processo?
Não estamos prevendo mudanças a curto prazo, inclusive a própria governança alinhada com os credores prevê isso. As pessoas que estão hoje no corpo executivo estiveram ligadas ao processo de reestruturação da companhia e ainda têm um papel importante dentro da implantação e desdobramentos da reestruturação nos próximos meses. Eventualmente, podem ocorrer mudanças pontuais.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo