11/09/2018 12h10
Alimentos e gás fazem deflação da baixa renda ser o dobro da dos mais ricos
Os alimentos voltaram a pressionar para baixo a variação de preços medida pelo Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda para as famÃlias de renda muito baixa, que registraram deflação de 0,12% em agosto. Esse resultado foi duas vezes maior do que a deflação apresentada nas famÃlias de renda mais alta (-0,06%). Desta vez, a inflação também foi impactada pela queda de 1% no preço do gás de cozinha.
"Este alÃvio mais intenso da inflação das famÃlias mais pobres foi possibilitado, mais uma vez, pela deflação nos preços dos alimentos no domicÃlio, em especial de itens importantes na cesta de consumo desse segmento", explicou o Ipea em um comunicado nesta terça-feira, 11, citando entre as quedas mais importantes os tubérculos (-9,7%), carnes (-1,5%), leites e derivados (-1,3%) e aves e ovos (-1,3%).
O indicador separa por seis faixas de renda familiar as variações de preços medidas pelo Ãndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE).
Os grupos vão desde uma renda familiar de até R$ 900 por mês, no caso da faixa com renda muito baixa, até uma renda mensal familiar acima de R$ 9 mil, no caso da renda mais alta. No mês de agosto o IPCA caiu 0,72%.
Já para as famÃlias de renda mais alta, a deflação no preço dos alimentos teve menor impacto do que para a faixa de baixa renda e a queda de alguns itens como gasolina (-1,5%) e passagens aéreas (-26,1%) foram compensados pelas altas nas tarifas de gás encanado (+1,2%) e do plano de saúde (+0,8%).
No ano, a inflação entre as famÃlias de renda muito baixa acumula alta de 2,64% e nas de renda muito alta sobe 3,08%, enquanto o IPCA acumula alta de 2,85%. Nos 12 meses terminados em agosto, entretanto, as famÃlias de renda mais baixa acumulam mais inflação do que tinham até julho, passando de uma alta de 3,45% para 3,55%.
Fonte: Estadão Conteúdo