14/02/2022 13h20
Alta de preços internacionais desestimula importações em janeiro, diz Abiquim
Com a alta nos preços internacionais, as importações de produtos quÃmicos diminuÃram 13,1% em janeiro de 2022 ante o mesmo perÃodo do ano passado, para 3,7 milhões de toneladas, com retrações de volumes em praticamente todos os grupos de produtos acompanhados, informou nesta segunda-feira, 14, a Associação Brasileira da Indústria QuÃmica (Abiquim). Em valores, as importações brasileiras de produtos quÃmicos totalizaram US$ 5 bilhões em janeiro de 2022, aumento de 43,1% em relação ao total de janeiro de 2021. Os preços dos produtos importados estão 64,8% mais altos.
Já as exportações, de praticamente US$ 1,3 bilhão, refletem o crescimento das vendas de produtos quÃmicos, em valor, de 43% na comparação com o mês de janeiro do ano passado, mas redução de 20,5% em relação a dezembro de 2021. No mês, o volume de pouco mais do que 1,2 milhão de toneladas sinaliza retrações de 5,5% em relação a janeiro de 2021 e de 30,8% na comparação com dezembro passado, com significativos recuos nas quantidades fÃsicas vendidas ao exterior de produtos quÃmicos inorgânicos (-35,5%), de orgânicos (-25,4%) e de resinas termoplásticas (-8,4%).
O resultado da balança comercial para o primeiro mês do ano foi de um déficit superior a US$ 3,7 bilhões, no mês, e de US$ 47,2 bilhões, em bases anualizadas, respectivamente novos recordes para meses de janeiro e últimos doze meses (fevereiro de 2021 a janeiro de 2022).
Segundo a Abiquim existem "mais evidências de que 2022 será um ano particularmente crÃtico para o setor, no qual previsibilidade regulatória e fortalecimento de uma agenda robusta de competitividade terão papel central para toda a cadeia produtiva, com consequências enormes para milhares de empregos e para o futuro da indústria quÃmica nacional".
Para o presidente-executivo da Abiquim, Ciro Marino, mudanças bruscas no ambiente de negócios do comércio exterior causam turbulências irreparáveis para o setor produtivo instalado, para os investidores e, com isso, impactam a economia brasileira como um todo. "Segurança jurÃdica e publicidade oficial das estatÃsticas de operações aduaneiras são ativos estratégicos para as avaliações de cenário e planejamentos empresariais, setoriais e das próprias polÃticas públicas de comércio exterior", comenta.
O setor industrial defende prioritariamente neste momento a garantia de existência do Regime Especial da Indústria QuÃmica (Reiq), nos termos previstos em lei, e o religamento imediato do SISCORI, sistema de dados estatÃsticos sobre operações aduaneiras.
Fonte: Estadão Conteúdo