02/05/2021 14h30
Apoiadas por sindicatos de petroleiros, famílias ocupam terreno da Petrobras
Cerca de 300 pessoas ocupam desde o sábado, 1º de maio, parte de um terreno da Petrobras em ItaguaÃ, na região metropolitana do Rio de Janeiro, com o apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). Em nota distribuÃda à imprensa, a FUP informa que mais 1.200 pessoas são esperadas para ocupar o espaço durante esta semana, num movimento batizado de "Acampamento de Refugiados Primeiro de Maio".
A ocupação seria um protesto contra a falta de moradia, de comida e de vacina contra o covid-19, mas também contra a polÃtica de preços dos combustÃveis adotada pela Petrobras, de paridade com preços de importação.
"Por isso, o movimento escolheu o terreno ocioso da petroleira, que seria usado para instalar o Polo PetroquÃmico e a Zona de Processamento e Exportação de ItaguaÃ, o que nunca ocorreu", diz a nota da FUP.
O acampamento já tem barracas para abrigar as famÃlias e uma cozinha improvisada. O Sindipetro-NF tem fornecido água potável, máscaras faciais e álcool em gel para os manifestantes.
Os sindicalistas argumentam que o terreno pertence à Petrobras e, portanto, à União. A mobilização teria como objetivo "chamar atenção da sociedade para a importância da Petrobrás no desenvolvimento econômico e social do Brasil", diz Alessandro Trindade, diretor do Sindipetro-NF, em nota, acrescentando que a atual polÃtica de reajuste de combustÃveis tem penalizado as famÃlias mais pobres, que já precisam substituir o gás de cozinha por lenha e álcool.
Fonte: Estadão Conteúdo