16/04/2022 08h40
Aposentada só paga conta e não pode ter gastos extras
A bancária aposentada Célia Regina Cotta, de 64 anos, percebeu que todas as conquistas que vieram com a estabilidade de preços foram perdidas abruptamente. "Antes desse aumento da inflação dava para fazer uma poupança, gastar com extras, como roupa, sapatos, um passeio. Mas agora está difÃcil; é só pagar conta", diz, lembrando que o condomÃnio aumentou, o plano de saúde, a luz e o gás também.
Célia mora sozinha, mas cuida de um sobrinho de 10 anos que passa o dia na sua casa. No supermercado, por exemplo, ela gastava R$ 900 com a compra do mês antes da pandemia. Hoje, mesmo trocando marcas, reduzindo quantidades e cortando itens, desembolsa entre R$ 1,5 mil e R$ 1,6 mil.
A carne é apontada por Célia como um dos vilões da alta de preços. Até pouco tempo, ela consumia dois quilos de carne moÃda por mês. Agora é só um quilo. A proteÃna animal foi substituÃda por frango, ovos, verduras e legumes. No entanto, ela diz que está difÃcil chegar a um novo equilÃbrio no orçamento com as substituições, porque os preços, no caso dos hortifrútis, também subiram muito.
SEM ESTOQUE
A alternativa de fazer estoque para aproveitar o preço em conta, ela abandonou de vez. Antes, Célia mantinha na geladeira uma dúzia de latinhas de cerveja. Agora só compra quando vai receber as amigas, porque sair para beber ficou caro. Ainda assim, a quantidade caiu pela metade.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo