16/10/2019 15h00
Aposentadorias e pensões ganham importância na renda; transferência perde espaço
As aposentadorias e pensões vêm ganhando importância na renda das famÃlias nos últimos anos. Por outro lado, encolheu a contribuição dos programas de transferência de renda, como o Bolsa FamÃlia. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de DomicÃlios ContÃnua (Pnad ContÃnua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE).
Em meio a um cenário de envelhecimento da população e mercado de trabalho ainda precário, as aposentadorias e pensões, que representavam 19,9% da renda domiciliar per capita em 2017, aumentaram sua fatia para 20,5% em 2018.
"Teve valorização do salário mÃnimo. A maioria dos aposentados recebe de um a dois salários mÃnimos. Isso contribui. Tem o peso demográfico, tem um quantitativo de pessoas a mais se aposentando, e tem o próprio processo de valorização monetária do beneficio", avaliou Adriana Araújo Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.
Por outro lado, os programas de transferência de renda vêm perdendo participação na renda das famÃlias ao longo dos anos. Segundo o IBGE, o porcentual de famÃlias que recebem Bolsa FamÃlia caiu em sete anos, passando de 15,9% dos lares brasileiros em 2012 para 13,7% em 2018.
"Em 2017, teve aquele processo de corte, de recadastramento das famÃlias, teve queda forte no total de domicÃlios beneficiados. Mas, em 2018, alguns deles voltaram a receber", apontou Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad.
Os brasileiros que ainda permaneciam beneficiários do Bolsa FamÃlia no ano passado tinha renda domiciliar per capita de R$ 341.
Quase 30% (28,3%) das famÃlias contempladas não tinham abastecimento de água de rede geral, 62,4% não tinham esgotamento sanitário nem fossa séptica, 24,3% não tinham coleta de lixo, 69,8% não tinham máquina de lavar roupa e 86,7% não tinham microcomputador.
Fonte: Estadão Conteúdo