06/10/2017 08h10
Arrecadação cresce até agosto e indica disseminação da retomada
Uma radiografia do desempenho da arrecadação ao longo deste ano ajuda a ilustrar o movimento disseminado de recuperação da economia. As receitas com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis tiveram alta real de 39,9% entre janeiro e agosto em comparação a igual perÃodo de 2016.
Já a arrecadação com o IPI sobre produtos alimentÃcios subiu ainda mais, 86,1% no perÃodo. São sinais da retomada do consumo e da maior disponibilidade de renda das famÃlias, avalia o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias.
"A gente percebe movimento positivo saindo de perÃodo recessivo longo", diz. "Há vários elementos que estão sinalizando nessa direção. Partindo da arrecadação, dá para dizer que os indicadores estão convergindo", afirma Malaquias, ressaltando a melhora na trajetória de receitas do governo.
Os efeitos positivos não vêm apenas do consumo das famÃlias, mas também do setor produtivo. As receitas com IPI de outros veÃculos (como caminhões e máquinas agrÃcolas) avançaram 35% nesses oito meses, um indicativo de que pode haver retomada nos investimentos. A indústria também está demandando mais matéria-prima, uma vez que recolheu mais tributos sobre produtos quÃmicos.
Mas um dos indicadores mais importantes é a receita previdenciária, que tem ganhado força nos últimos meses. Após começar 2017 em queda, a arrecadação subiu 4,44% acima da inflação em agosto.
"Isso é emprego. O trabalho é um importante sinalizador. Além de significar que a pessoa está empregada em algum lugar, na outra ponta ele recebe um salário e vai gastar em alguma coisa", afirma Malaquias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo