01/11/2022 09h10
Ata: Copom manteve Selic reforçando necessidade de avaliar impactos acumulados
O Comitê de PolÃtica Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reforçou, na ata da sua reunião da semana passada, a necessidade de continuar avaliando, ao longo do tempo, os impactos acumulados "a serem observados" do "intenso e tempestivo" ciclo de polÃtica monetária já empreendido. "Assim, o Comitê avaliou que, diante dos dados divulgados, projeções, expectativas de inflação, balanço de riscos e defasagens dos efeitos da polÃtica monetária já em território significativamente contracionista, era apropriado manter a taxa de juros no patamar de 13,75% ao ano", disse, no documento.
O encontro de outubro decidiu pela segunda vez pela manutenção da taxa. Em setembro, a decisão de estabilidade selou o fim do ciclo de alta de juros mais longo da história do Copom.
Na ata, o BC ainda repetiu que é necessário "manter a vigilância", para avaliar se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros "por um perÃodo suficientemente prolongado" será capaz de garantir a convergência da inflação à s metas.
"O Comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas", reafirmou, alertando de novo que "não hesitará" em retomar o ciclo de alta, caso a desinflação não ocorra como o esperado.
O Copom repetiu por meio da ata de seu encontro de outubro que vai se manter vigilante e avaliar se a estratégia de manutenção da taxa Selic por um perÃodo "suficientemente prolongado" garantirá a convergência da inflação à s metas.
Além disso, reafirmou o alerta, feito desde setembro, de que "não hesitará" em retomar as altas dos juros básicos caso a desinflação não ocorra como esperado, após lembrar que os passos futuros de polÃtica monetária poderão ser ajustados.
Fonte: Estadão Conteúdo