23/11/2021 23h40
Aumentar impostos para bancar Auxílio 'não tem o menor cabimento', diz Pacheco
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), rejeitou a ideia de aumentar os imposto para bancar o AuxÃlio Brasil com a criação de um programa social permanente.
O auxÃlio permanente deve ser incluÃdo na PEC dos Precatórios, conforme proposta do lÃder do governo e relator da medida no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), mas sem apontar uma fonte de financiamento.
Em entrevista coletiva, Pacheco afirmou que é preciso encontrar uma forma para financiar o benefÃcio, mas que esse é papel do governo. Ao Congresso, nas palavras do presidente do Senado, cabe avaliar a alternativa e votar.
Mais cedo, o lÃder do governo insistiu na taxação de lucros e dividendos como o "candidato natural" para bancar o auxÃlio de forma permanente a partir de 2023. Pacheco, no entanto, foi no sentido contrário.
O presidente do Senado citou corte de gastos e revisão de benefÃcios como formas de financiar o auxÃlio permanente. "O que não podemos é, a pretexto de sustentar qualquer tipo de programa, querer aumentar imposto porque isso não tem menor cabimento a essa altura."
Pacheco reforçou a intenção de aprovar a PEC para viabilizar o pagamento do AuxÃlio Brasil com um benefÃcio de R$ 400 ainda neste ano. O governo quer votar a proposta no plenário na próxima terça-feira, 30. A data não foi expressamente garantida pelo presidente do Senado.
Fonte: Estadão Conteúdo