10/06/2021 11h50
Barômetros Globais ficam em nível alto, mas com tendências diferentes, diz FGV
Os Barômetros Globais Coincidente e Antecedente da Economia mantêm-se em patamar elevado, mas com tendências diferentes em junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). "O Barômetro Coincidente mantém a tendência de alta e alcança, em junho, o maior nÃvel da série histórica, consolidando a recuperação da atividade econômica mundial no segundo trimestre de 2021. O indicador Antecedente, por sua vez, recua, num sinal de acomodação após a sequência de três altas significativas nos meses anteriores", comunicou a FGV, em nota.
O Barômetro Econômico Global Coincidente subiu 1,6 ponto em junho, alcançando 137,0 pontos, o maior nÃvel da série iniciada em 1991. Já o Barômetro Econômico Global Antecedente recuou 7,7 pontos, para 132,4 pontos.
Todas as regiões pesquisadas tiveram evolução favorável no Barômetro Coincidente, enquanto no Barômetro Antecedente todas caminharam no sentido oposto.
"O Barômetro Coincidente Global mostra uma evolução do nÃvel de atividade econômica superior à quela esperada no inÃcio do ano, um movimento que se espalha por diversos setores e regiões. A despeito do recuo na margem, o Barômetro Antecedente permanece em patamar elevado, indicando a continuidade da recuperação ao longo do segundo semestre", avaliou Paulo Picchetti, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
O Barômetro Coincidente reflete o estado atual da atividade econômica. O Barômetro Antecedente emite um sinal cÃclico cerca de seis meses à frente dos desenvolvimentos econômicos reais. Os dois indicadores são produzidos pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV) em colaboração com o Instituto Econômico SuÃço KOF da ETH Zurique.
A região da Ãsia, PacÃfico & Ãfrica foi a que mais contribui para a alta do Barômetro Global Coincidente, com 1,0 ponto, seguida pela Europa (0,4 ponto) e pelo Hemisfério Ocidental (0,2 ponto).
"As avaliações sobre a situação atual continuam melhorando em todas as regiões, influenciadas pela aceleração do nÃvel de atividade à medida que as populações vão sendo vacinadas. O nÃvel dos indicadores das regiões do Hemisfério Ocidental e da Europa são os maiores da série histórica e o nÃvel da Ãsia, PacÃfico & Ãfrica é o maior desde 2010", apontou a FGV.
No Barômetro Global Antecedente, as três regiões contribuÃram negativamente para o resultado de junho. No Hemisfério Ocidental, houve queda de 3,3 pontos, seguido pela Ãsia, PacÃfico & Ãfrica (-3,0 pontos) e Europa (-1,4 ponto).
Fonte: Estadão Conteúdo