06/12/2017 19h20
BC avalia que frustração de expectativas sobre reformas pode elevar inflação
A frustração no avanço esperado da agenda de reformas econômicas pode pressionar a inflação e, assim, reforçar um fator de risco para a polÃtica monetária no Brasil. A avaliação consta do comunicado divulgado pelo Comitê de PolÃtica Monetária (Copom) logo após a redução do juro básico da economia para 7% ao ano.
No documento, os diretores do BC citam que eventual revés na continuidade das reformas e ajustes na economia brasileira "pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a polÃtica monetária". Ou seja, uma derrota do governo no Congresso pode ter como consequência o aumento de preços, o que reduziria o espaço para uma polÃtica monetária expansionista.
O risco gerado por eventual revés na agenda de reforma seria intensificado, cita o comunicado, em caso de "reversão do corrente cenário externo favorável para economias emergentes".
Por outro lado, o comunicado também menciona dois riscos benignos para a inflação. Do lado positivo, o texto cita "possÃveis efeitos secundários do choque favorável nos preços de alimentos e da inflação de bens industriais" que atualmente segue em patamares considerados baixos. Além disso, o possÃvel risco de propagação inercial da baixa inflação recente "pode produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado", cita o documento.
Fonte: Estadão Conteúdo