07/08/2018 10h10
BC diz em ata que diminuiu o risco decorrente do nível baixo de inflação
O Banco Central (BC) avaliou nesta terça-feira, 7, por meio da ata do último encontro do Comitê de PolÃtica Monetária (Copom), que o risco baixista para a inflação decorrente do nÃvel baixo dos Ãndices de preços no passado recente diminuiu. Já a manutenção do elevado grau de ociosidade na economia ainda segue como um risco de baixa para a inflação.
Do outro lado do balanço de riscos para a inflação, o Copom destacou que permanecem em nÃveis mais elevados os riscos associados à continuidade das reformas na economia brasileira e à deterioração do cenário para economias emergentes.
O Copom novamente enfatizou que a aprovação das reformas, sobretudo as de natureza fiscal, é fundamental para a sustentabilidade do ambiente com inflação baixa e estável, para o funcionamento pleno da polÃtica monetária e para a redução da taxa de juros estrutural da economia. "O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes", completou o documento.
O BC também citou mais uma vez a importância de medidas que tenham como objetivo o aumento da produtividade, com maior flexibilidade na economia e melhoria no ambiente de negócios.
Ociosidade
O BC repetiu, por meio da ata do último encontro do Copom, que a economia brasileira segue operando com alto nÃvel de ociosidade dos fatores de produção. Isso se reflete nos baixos Ãndices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego.
Para o Copom, o cenário externo apresentou certa acomodação no perÃodo recente, mas segue mais desafiador. "Os principais riscos estão associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas e a incertezas referentes ao comércio global. O apetite ao risco em relação a economias emergentes manteve-se relativamente estável, em nÃvel aquém do observado no inÃcio do ano", acrescenta o documento.
O BC reafirmou ainda que as medidas de inflação subjacente ainda seguem em nÃveis baixos, inclusive os componentes mais sensÃveis ao ciclo econômico e à polÃtica monetária - como o setor de serviços.
Fonte: Estadão Conteúdo