04/10/2022 10h50
BC publica boxe do REB sobre estatísticas de títulos de dívida
O Banco Central publicou nesta terça-feira, 4, um boxe do Relatório de Economia Bancária (REB) sobre estatÃsticas de tÃtulos de dÃvida, segundo o padrão do Handbook on Securities Statistics (HSS, 2015). De acordo com o documento, a metodologia se alinha à s iniciativas do G20 do FMI e favorece a comparabilidade internacional. Os dados passarão a ser divulgados trimestralmente pelo BC.
"As estatÃsticas produzidas abrangem tanto tÃtulos emitidos no mercado doméstico ou no exterior por unidade institucional residente no Brasil (públicas e privadas) como tÃtulos detidos por residentes no PaÃs, emitidos por residentes ou não residentes, no mercado doméstico ou no exterior. As estatÃsticas compreendem as posições (estoques) dos emissores e as dos detentores desses tÃtulos, com segmentações por setor institucional, maturidade, indexador, moeda de referência e mercado de emissão", detalhou o BC.
Os dados compilados mostram que, em dezembro de 2021, o estoque de tÃtulos de dÃvida emitidos por residentes no paÃs totalizou R$11,7 trilhões, equivalentes a 135% do Produto Interno Bruto (PIB). A maior parte (65%) se refere a papéis emitidos pelo governo geral, em um montante de R$ 7,6 trilhões. Na sequência aparecem as sociedades financeiras (R$ 3,4 trilhões) e as sociedades não financeiras (R$ 752 bilhões).
As emissões no mercado doméstico correspondiam a 96% do estoque de tÃtulos no fim do ano passado. No menor grupo de emissões internacionais, a maior participação é das sociedades não financeiras, que têm 12% dos do estoque emitido fora do PaÃs, ante 5% do saldo das sociedades financeiras e 3% dos tÃtulos do governo.
"Em dezembro de 2021, bem como ao longo da série, a maior parte dos tÃtulos têm prazo de emissão superior a dois anos. O setor das sociedades financeiras é o que apresenta maior participação de tÃtulos com vencimentos em prazos menores", acrescentou o BC.
As estatÃsticas compiladas mostram ainda que a maior parte dos tÃtulos privados é indexada à variação da Selic, enquanto para as sociedades não financeiras tem crescido a participação dos papéis indexados à inflação. "Para os tÃtulos do governo, a segmentação por indexadores se alinha aos objetivos da polÃtica fiscal e é menos concentrada", lembrou a autoridade monetária.
Em dezembro do ano passado, o estoque de tÃtulos nas carteiras residentes no Brasil estava em R$ 12,3 trilhões, equivalentes a 141% do PIB, sendo R$10,6 trilhões emitidos no mercado doméstico e R$ 1,7 trilhão emitidos no mercado exterior - a maior parte nas reservas internacionais do próprio BC (R$ 1,6 trilhão).
"A emissão de tÃtulos privados no Brasil é crescente, mas, assim como para Turquia, Ãfrica do Sul, Espanha e México, são preponderantes as emissões de tÃtulos públicos. No Brasil, em dezembro de 2021, as emissões de tÃtulos públicos corresponderam a 88% do PIB, enquanto as de tÃtulos privados representaram 47% do PIB", concluiu o Banco Central.
A autoridade monetária publicará na próxima quinta-feira, 6, à s 8 horas, o Relatório de Economia Bancária de 2021. Às 11 horas, o diretor de PolÃtica Econômica, Diogo Guillen, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, Renato Gomes, e o diretor de Fiscalização, Paulo Souza, concederão entrevista coletiva virtual sobre o documento.
Fonte: Estadão Conteúdo