27/06/2019 12h10
BC repete no RTI que, neste momento, risco ligado às reformas é 'preponderante'
O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do Banco Central, divulgado nesta quinta-feira, 27, voltou a destacar que o balanço de riscos da instituição possui fatores de risco "em ambas as direções" - ou seja, a de baixa e a de alta da inflação. Ao mesmo tempo, o BC pontuou que o risco "preponderante" neste momento é aquele ligado ao andamento das reformas no Congresso.
Assim como registrado no comunicado da quarta-feira passada e na ata da última terça-feira, após o Comitê de PolÃtica Monetária (Copom) manter a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, o colegiado afirmou no RTI desta quinta que, "por um lado, o nÃvel de ociosidade elevado pode continuar produzindo trajetória prospectiva abaixo do esperado".
Por outro lado, o BC pontuou que "uma eventual frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a polÃtica monetária". Além disso, a instituição afirmou que este risco ligado à s reformas "se intensifica no caso de deterioração do cenário externo para economias emergentes".
Em trecho que surgiu como uma novidade no comunicado do Copom, o BC volta a registrar, no RTI desta quinta, que "o balanço de riscos para a inflação evoluiu de maneira favorável, mas entende que, neste momento, o risco" ligado às reformas "é preponderante".
Na prática, o BC não vê risco maior de a reforma da Previdência fracassar, mas deixa claro que este se tornou o principal risco a ser observado.
Essencial para queda dos juros
O Banco Central reafirmou por meio do RTI, que "a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia".
No documento, o BC também voltou a pontuar que "a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes". "Em particular, o Comitê julga que avanços concretos nessa agenda são fundamentais para consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva", acrescentou o colegiado.
Fonte: Estadão Conteúdo