14/11/2018 17h51
BNDES: atrasos da Venezuela e Cuba não tiveram grande impacto nos resultados
Os atrasos nos pagamentos da dÃvidas de Venezuela e Cuba impactaram o aumento da taxa de inadimplência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no terceiro trimestre de 2018, mas não tiveram grande impacto nos resultados do perÃodo, afirmou nesta quarta-feira, 14, o diretor de Estratégia e Transformação Digital da instituição de fomento, Ricardo Ramos.
Na noite de terça-feira, o jornal O Estado de S. Paulo e o Broadcast (sistema de notÃcias em tempo real do Grupo Estado) revelaram que os atrasos nos pagamentos da dÃvida com o BNDES por parte de Venezuela, Cuba e Moçambique somam R$ 1,8 bilhão.
O balanço financeiro do BNDES no terceiro trimestre, divulgado na tarde desta quarta-feira, mostra que a taxa de inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,94%, ante 1,45% no segundo trimestre. Já as provisões para risco de crédito tiveram resultado negativo de R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre, quase a totalidade do R$ 1,681 bilhão negativo de todo o acumulado de janeiro a setembro.
O superintendente da Ãrea de Integridade, Controladoria e Gestão de Riscos do BNDES, Carlos Frederico Rangel, disse que o Ãndice de inadimplência aumentou na passagem do segundo para o terceiro trimestre "por conta da deterioração de 'ratings' (notas de risco de crédito) pontuais nesse exercÃcio (o terceiro trimestre)".
Ao ser questionado se os atrasos nas dÃvidas do financiamento à s exportações de bens e serviços impactaram no aumento da taxa de inadimplência e nas provisões do terceiro trimestre, Ramos respondeu: "Impactaram, mas, de novo, o resultado do banco é pouco impactado". Segundo o executivo, as provisões com os atrasos dos paÃses foram compensadas com reversões de outras provisões, pois "créditos que estavam provisionados voltaram".
Ramos se recusou a citar valores provisionados, mas frisou que os empréstimos para paÃses têm garantia do Tesouro Nacional, por meio do Fundo de Garantia à s Exportações (FGE) e reforçou a convicção de que, no futuro, as dÃvidas serão honradas.
"Esses paÃses, de forma muito semelhante aos Estados da federação, não quebram. PaÃses passam por ciclos econômicos", afirmou o diretor do BNDES.
Fonte: Estadão Conteúdo