16/07/2021 17h50
Bolsa fecha em baixa de 1,18% e limita ganho na semana a 0,42%
O Ibovespa encerrou a semana aparando os ganhos que havia acumulado entre segunda e quarta-feira, três altas seguidas que configuraram a mais longa série positiva desde 7 de junho, inclinando-se nesta sexta-feira, como ontem, a uma realização em semana de acomodação para os Ãndices de Nova York, com perdas entre 0,52% (Dow Jones) e 1,87% (Nasdaq) no perÃodo - vindo as duas referências, além do S&P 500 (-0,97% na semana), de renovação de máximas históricas entre a última sexta, quando não houve negócios em São Paulo, e esta segunda-feira.
Hoje, entre mÃnima de 125.807,95 e máxima de 128.010,15 pontos, o Ãndice da B3 fechou a sessão em baixa de 1,18%, a 125.960,26 pontos, no menor nÃvel desde 8 de julho (125.427,77), com giro a 30,4 bilhões nesta sexta-feira, em dia de vencimento de opções sobre ações. Na semana, o Ibovespa registrou leve ganho de 0,42%, vindo de perda de 1,72% na semana anterior - nas últimas quatro semanas, alternou perdas e ganhos, que mantêm o Ãndice agora abaixo do nÃvel em que estava em 30 de junho. Assim, no mês, o Ãndice vira para o negativo, em baixa de 0,66% neste começo de segunda quinzena, limitando os ganhos do ano a 5,83%.
"Houve muita volatilidade hoje, tendo abertura forte, para cima, levando em conta ainda a fala do Powell (Jerome Powell, presidente do Fed), de que não vai diminuir o programa de recompras e de que a inflação é passageira. Aqui, o IGP-10 veio bem baixo, em linha com o esperado, mas durante o dia, principalmente lá fora, o mercado azedou após o sentimento do consumidor nos Estados Unidos, abaixo do esperado. Com as Bolsas (em Nova York) vindo de recordes, acabou virando por lá, puxando o Ibovespa junto, em queda superior a 1% nesta tarde", diz Rodrigo Knudsen, gestor da Vitreo, destacando também a volatilidade do câmbio. "O mercado está um tanto sem direção, reagindo a uma notÃcia aqui, outra ali", acrescenta.
Ao longo da tarde, acompanhando renovação de mÃnimas pelo S&P 500 e o Nasdaq na sessão, as perdas em bancos (Bradesco PN -2,21%, Itaú PN -1,62%) se acentuaram na B3, assim como as de ações de commodities, como Vale ON (-1,80%) e Petrobras ON (-1,91%). Com poucos catalisadores domésticos disponÃveis nesta sexta-feira, o Ãndice da B3 seguiu a cautela externa, em dia misto para os dados americanos sobre varejo e confiança do consumidor. Na ponta do Ibovespa, B2W fechou hoje em alta de 4,15%, à frente de Sabesp (+2,12%) e de Marfrig (+1,56%). No lado oposto, Embraer cedeu 4,00%, CSN, 3,46%, e Azul, 3,23%.
"A reação do Ãndice na semana que vem será decisiva para o curtÃssimo prazo. No caso de perder o patamar, e, consequentemente, os 125 mil pontos, tendência de baixa no curtÃssimo prazo será iniciada com alvo na faixa de 120 mil pontos", diz Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora. Ele chama atenção para comentários da secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, de que os preços nos Estados Unidos podem continuar subindo "por vários meses", antes de convergirem para os nÃveis históricos. "Na mesma linha, Powell afirmou que a alta coloca a inflação em nÃvel desconfortavelmente acima do que seria consistente com os objetivos do Fed, embora ele mantenha o discurso de que as pressões inflacionárias são transitórias", acrescenta o analista.
Fonte: Estadão Conteúdo