13/07/2020 18h10
Bolsa fecha na mínima do dia, em baixa de 1,33%, aos 98.697,06 pontos
O Ibovespa foi do vinho para a água entre a manhã e o fim da tarde, cedendo não apenas a linha de 100 mil mas também a de 99 mil pontos no fechamento desta segunda-feira, com vendas que se acentuaram após as 16h50, quando a piora observada em Nova York colocava o Nasdaq - que vinha de renovações de recordes históricos - em queda acima de 2% na sessão. Ao fim, o principal Ãndice da B3 apontava perda de 1,33%, aos 98.697,06 pontos, na mÃnima do dia, após ter chegado a 100.857,68 pontos na máxima, pela manhã.
Mais cedo, com o bom humor externo em meio ao inÃcio da temporada de balanços do segundo trimestre nos EUA, o Ibovespa resistia acima dos 100 mil, mas, depois das 16h, perdeu de vez a linha em meio à piora observada em Nova York, que colocou S&P 500 e Nasdaq em terreno negativo no fechamento do dia.
O sentimento mudou da manhã para o fim da tarde, com perda de desempenho nos mercados americanos após a notÃcia de que a Califórnia voltará a fechar atividades internas em bares, restaurantes e outros ambientes fechados. Assim, o Ãndice da B3 se inclinou à realização de lucros.
Em dia negativo para os preços do petróleo, Petrobras PN cedeu 1,55% e a ON, 0,65%, contribuindo para o ajuste negativo do Ibovespa, assim como as ações de bancos, também com grande peso na composição do Ãndice: Santander fechou em baixa de 2,20% e Bradesco ON, de 2,00%. Na ponta negativa do Ibovespa, Ambev cedeu 5,72%, seguida por Cyrela (-5,32%). No lado oposto, IRB subiu 5,65% e CSN, 3,92%. O giro financeiro totalizou R$ 28,1 bilhões e, no mês, o Ibovespa limita agora os ganhos a 3,83%, enquanto as perdas no ano vão a 14,66%.
"Os 100 mil eram uma importante linha divisória entre compra e venda, de forma que é natural que falte força para o Ãndice neste momento. Muita coisa que constituÃa boa oportunidade já andou bem. O momento volta a ser de seletividade para o investidor", diz Márcio Gomes, analista da Necton.
"O inÃcio de semana já era cauteloso, mais devagar com o Ibovespa a 100 mil e ante fatores que podem fazer preço nos próximos dias", diz um operador, reiterando como muitos que fluxo doméstico, mais do que fundamentos, reconduziu o Ibovespa ao nÃvel de seis dÃgitos - pela sexta vez desde que a marca foi alcançada pela primeira vez, em 19 de junho de 2019, e que havia sido cedida pela última vez em 6 de março.
Aqui, a semana reserva na terça-feira o IBC-Br, indicador antecedente sobre o PIB, que ajuda o mercado a auscultar o estado da economia. A expectativa para a leitura desta terça-feira é que confirme o inÃcio da recuperação econômica em maio, quando começaram a surgir sinais de afrouxamento do distanciamento social, implementado no inÃcio do mês seguinte em boa parte do paÃs.
No exterior, além do inÃcio da temporada de balanços americanos com os números da PepsiCo - trazendo lucro ajustado acima do esperado -, houve nesta terça-feira notÃcia positiva sobre a covid-19: Pfizer e BioNTech anunciaram que duas de quatro possÃveis vacinas que estão desenvolvendo contra o novo coronavÃrus receberam status de "fast track" da FDA, a agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos.
Nesta segunda-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reiterou que o epicentro do vÃrus continua nas Américas. No domingo, a OMS havia informado que, de 230 mil novos casos de covid-19 reportados, 80% ocorreram em 10 paÃses - o que mostra que a pandemia está se concentrando em certos pontos.
Nos EUA, o presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan, disse que a proliferação de casos de covid-19 no paÃs está diminuindo o ritmo da recuperação econômica. Ele estima que a taxa de desemprego deve terminar 2020 entre 9% e 10%, e, ao final de 2021, deve cair para a faixa de 7% a 8% - ainda alta pelo padrão americano.
Fonte: Estadão Conteúdo