14/11/2022 15h10
Bolsas da Europa fecham em alta, de olho em produção industrial e China
As bolsas da Europa fecharam a segunda-feira, 14, em alta, em sessão marcada por dados positivos da indústria da zona do euro. Também apoiaram o apetite por risco as expectativas de aperto monetário menos agressivo pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e o suporte do governo chinês ao setor imobiliário no paÃs.
Em Londres, o FTSE 100, subiu 0,92%, a 7.385,17 pontos, enquanto o CAC 50, em Paris, avançou 0,22%, a 6.609,17 pontos, e o FTSE MIB, em Milão, fechou em alta de 0,58%, a 24.596,69 pontos. Já em Madri, o Ãndice Ibex 35 subiu 0,84%, a 8.166,50 pontos. O Ãndice DAX, em Frankfurt, seguiu o movimento e fechou em alta 0,62%, a 14.313,30 pontos. Por fim, na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 aumentou 0,71%, a 5.779,84 pontos. As cotações são preliminares.
Mais cedo, a agência oficial de estatÃsticas da União Europeia, a Eurostat, informou que a produção industrial da zona do euro aumentou 0,9% em setembro ante agosto, acima da expectativa de analistas. Segundo a Capital Economics, o aumento deveu-se à recuperação na produção de veÃculos. Entretanto, a consultoria destaca que, apesar dessa produção seguir se recuperando, ela não deve compensar um declÃnio nos setores intensivos em energia.
Nesta segunda, membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Fabio Panetta, disse que a polÃtica monetária deve evitar o deslocamento das expectativas da inflação por meio de ajuste nas condições monetárias, mas com cuidado para não gerar um aperto excessivo. Já o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, destacou que a previsão para a zona do euro é de uma recessão técnica na virada do ano, o que seguirá influenciando em uma polÃtica monetária mais apertada. As ideias influenciam os financiamentos das empresas e indicam um possÃvel esfriamento nas economias dos paÃses da zona do euro.
Também nesta segunda, de acordo com fontes ouvidas pela Bloomberg, a China planeja medidas para garantir o "desenvolvimento estável e saudável" do setor imobiliário, o que possibilitaria a recuperação de incorporadoras chinesas, que lidam com uma crise de liquidez. O Banco Central do paÃs também disse nesta segunda que irá permitir que o adiamento de pagamento de empréstimos feitos por pequenas empresas, como mais um esforço para sustentar o crescimento econômico.
Entretanto, ao contrário das notÃcias positivas para as bolsas vindas da China, a fala de Christopher Waller, diretor do Federal Reserve, indica uma polÃtica mais hawkish nos Estados Unidos. O diretor afirmou que ainda há um caminho a percorrer em relação à inflação antes que o banco central do paÃs pare de aumentar as taxas de juros, o que mexe com as ações de Wall Street e, na esteira, influencia nas bolsas da Europa.
Fonte: Estadão Conteúdo